Cássio Divulgação / Cruzeiro

Rio - O goleiro Cássio fez um forte desabafo em suas redes sociais na última sexta-feira (22). O goleiro do Cruzeiro relatou está tendo dificuldades para encontrar uma escola em Belo Horizonte que aceite sua filha, Maria Luiza, de sete anos, que é diagnosticada com TEA (transtorno do espectro autista).
"Tenho tentado matricular minha filha em diferentes escolas, mas a resposta quase sempre é a mesma: ela não é aceita. O mais triste é ouvir isso justamente de escolas que se apresentam como "inclusivas", que dizem aceitar todos os tipos de crianças. A realidade, no entanto, é bem diferente", escreveu o goleiro.
Desde que recebeu o diagnóstico, Maria Luiza é acompanhada de perto por um profissional que se mudou junto com a família para Belo Horizonte quando o goleiro foi para o Cruzeiro. Porém, as escolas se negam a aceitar a presença dele durante as aulas.
"Se não fosse por uma única escola ter aceitado a minha filha, a Maria simplesmente não teria como estudar em Belo Horizonte (...) Como pai, ver sua filha rejeitada simplesmente por ser autista é algo que corta o coração. Inclusão não é só palavra bonita em propaganda, é atitude. E ainda estamos muito longe de viver isso de verdade", completou.
Pela Lei nº 12.764/2012, pessoas com transtorno do espectro autista são consideradas com deficiência para todos os efeitos legais, o que garante a aplicação das leis de inclusão e proteção. Além de garantir o direito à educação, o Artigo 3º afirma que "pessoa com transtorno do espectro autista, incluída nas classes comuns de ensino regular, terá direito a acompanhante especializado."