Argentina - O Independiente, nesta sexta-feira (5), emitiu uma nota com críticas à Conmebol e ao presidente da entidade, Alejandro Domínguez. Expulso da disputa da Copa Sul-Americana deste ano, o clube alega ter sido vítima de uma injustiça em decisões sobre a briga generalizada com a torcida do Universidad de Chile.
Durante o intervalo do jogo de volta das oitavas de final do torneio, no dia 20 de agosto, ocorreram atos de vandalismo puderam na torcida visitante. Em resposta, a torcida mandante invadiu o setor do adversário e iniciou uma briga generalizada. Um torcedor chegou a se jogar das arquibancadas para fugir dos agressores.
Mais de 90 pessoas foram detidas e 19 ficaram feridas. A partida, que estava empatada em 1 a 1, foi interrompida por falta de segurança.
Dessa forma, a equipe de Avellaneda manifestou o mais "enérgico repúdio" perante a decisão da federação. De acordo com os argentinos, a classificação da La U às quartas é uma condenação injusta da Conmebol.
"A decisão da Conmebol assenta um precedente nefasto: um time que estava em vantagem no confronto, mas que enfrentava a possibilidade concreta de ser superado no gramado, recorre à violência mais brutal contra torcedores rivais, consegue o cancelamento do jogo e recebe como "prêmio" a classificação a partir de um escritório. Em outras palavras, a violência se transforma em um atalho para evitar competir esportivamente até o final", escreveu o Independiente em nota oficial.
Além de alegar parcialidade no resultado do julgamento, o clube diz que a Conmebol violentou o próprio estatuto, mas "confirma um rumo em que a utilidade pesa mais que a verdade esportiva". Sustentado por sócios, os argentinos criticam o modelo da Universidad de Chile. A equipe de Santiago se tornou uma sociedade anônima "orientada à rentabilidade" - segundo a nota.
"Essa decisão não é um erro jurídico de um tribunal: é uma decisão política, que desnuda a preferência pelas estruturas privadas, com as que resulta mais conveniente projetar acordos, negócios e benefícios futuros", comentou.
O heptacampeão da Libertadores, então, pede que a entidade máxima do futebol da América do Sul retire todas as referências ao clube do Museu da Conmebol, por entender que a punição contradiz os valores esportivos.
"Por isso, exigimos de maneira imediata: que se elimine toda referência à nossa instituição no marco do Museu da Conmebol enquanto você (Alejandro Domínguez) continua na presidência); que se restituam de forma imediata todos os elementos entregues pelo Independiente ao Museu da Conmebol, pois não admitimos que se exibam em um âmbito que contradiz os valores que os fizeram possíveis", complementou.
Veja nota na íntegra:
Compartimos con nuestras socias, socios e hinchas la nota que el Club Atlético Independiente le presentó hoy al Presidente de la CONMEBOL, Alejandro Domínguez. pic.twitter.com/CG4WMGM6mZ
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