Apesar da guerra, Romarinho tem o desejo de permanecer jogando na Ucrânia por mais algum tempoDivulgação

Romarinho foi tentar no futebol da Ucrânia e recebeu o apoio do pai, Romário, para jogar no UCSA, da segunda divisão local. Na verdade, o jogador admite que foi o herói do tetra e hoje senador quem mais se mostrou animado com a possibilidade, mesmo com o país em meio à guerra com a Rússia. Mas bastaram alguns vídeos com sons de bomba e tiros pela cidade para a família mudar de ideia.
"Quando surgiu a oportunidade, meu pai se amarrou na ideia, botou muita pilha para eu vir. A iniciativa foi mais dele que minha. Aqui acontece muito bombardeio e mostrei isso pra minha família. Aí, quando voltei de férias, pediram para que eu não voltasse mais", disse Romarinho em entrevista à série "Futebol na Guerra”, do canal do Youtube do Cartolouco.
Romarinho está morando na capital Kiev e contou já ter presenciado ataques próximos a sua casa e em treinamentos no clube. Mesmo assim, pretende continuar jogando no país após o fim de contrato, em dezembro deste ano.
"Estava ouvindo barulho de explosões perto da minha casa. Vim na janela para filmar. Quando eu boto a cara, vejo um drone. Saí correndo e não voltei mais na janela. Também ouvimos barulhos de tiros nos treinamentos. Como todo dia tem alarme, a gente acaba se acostumando. Apesar de tudo, vivo muito bem aqui e consigo guardar um dinheiro antes de voltar para casa", afirmou.