Jorge Jesus é pivô de crise envolvendo Cristiano Ronaldo na seleção portuguesaAFP
Publicado 05/10/2026 12:20 | Atualizado 05/10/2026 17:58
A crise envolvendo Jorge Jesus e Cristiano Ronaldo vem repercutindo nos jornais europeus. O "Marca", da Espanha, destacou o papel do técnico do Flamengo na situação e escolheu o Mister como "vencedor claro e incontestável" da situação. 
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"Aquele Portugal do Mundial ficou para trás, e a 'era Jorge Jesus' começou com uma bomba, mas a todo vapor. São quatro vitórias consecutivas, que já garantiram a vaga nas quartas da Nations League. Com a saída de Ronaldo, mas com um Gonçalo Ramos sublime e também a melhor versão de João Félix", afirmou o diário.
O jornal espanhol destacou os resultados positivos que Portugal teve com Jorge Jesus sem a presença de Cristiano Ronaldo. A equipe derrotou duas vezes a Noruega por 2 a 1 e também bateu a Dinamarca por 4 a 2.
"O furacão que terminou com a saída de Cristiano não mudou os planos de Jesus, que soube lidar com a polêmica, mantendo-se firme e continuando com seu plano, que rendeu 12 de 12 pontos possíveis no complicado grupo da Liga das Nações. Além disso, o veterano treinador ainda teve tempo para abrir as portas para CR7, em uma tentativa de acalmar a tormenta", seguiu.

Entenda o caso

A polêmica envolvendo Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus começou na vitória por 2 a 1 sobre a Noruega, no último domingo (27). O craque ficou no banco de reservas e não escondeu sua insatisfação pela decisão do técnico em não o utilizar no jogo. Depois disso, o atacante faltou nos treinos de segunda e terça.
Em meio ao entreveiro, o presidente da Federação Portuguesa, Pedro Proença, precisou viajar à Dinamarca para tratar do assunto com os dois. Diante desse cenário, Jorge Jesus esclareceu a situação em entrevista:
"O que falamos é o que ele disse na coletiva de imprensa. Ele disse: 'Estou aqui para você decidir. Quer que eu jogue, eu jogo. Quer que eu vá para o banco, eu vou'. O presidente veio, é óbvio, tem de estar aqui pelo que estão falando em Portugal. Quis saber o que se passou. Mas depois de jantar já tínhamos resolvido o problema que não era problema".
Jorge Jesus ainda aproveitou para explicar o motivo principal para a polêmica. Ele, inclusive, mudou a explicação original de que havia prometido que Cristiano Ronaldo jogaria 30 minutos, como disse após a partida contra a Noruega. Desta vez, contou que não deu a certeza de que iria utilizá-lo.
"Não houve caso nenhum. Vou explicar outra vez. Eu disse ao Cris que ele não ia jogar estes dois jogos. Pensei durante o jogo que, se calhar, vou precisar e vai aquecer. E depois não o pus em campo. Qualquer jogador, quando andamos ali a aquecer 20 ou 30 minutos, e depois não entra não fica contente. Quanto mais o Cris ou se fosse Pelé, Maradona", afirmou.
"É esse o estatuto. Os direitos são iguais e como treinador eu decidi que não entrava", concluiu. Horas depois, Cristiano anunciou que estava se retirando da delegação e solicitou o seu jato particular, que estava em Madri, para ir a Copenhague, onde o time está concentrado.
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