Rasmus Hojlund se envolveu em polêmica de Jorge JesusAFP

O atacante Rasmus Hojlund, de 23 anos, da seleção da Dinamarca, explicou o empurrão que deu em Jorge Jesus antes da partida entre Portugal e sua seleção pela Liga das Nações. O jovem acabou com os rumores que o motivo seria por uma idolatria a Cristiano Ronaldo.
"Não teve nada a ver (o empurrão com Cristiano). Foi porque ele não se importou em me olhar nos olhos. Acho que é falta de espírito esportivo. Você tem que apertar a mão como deve ser no final de um jogo. Recebi um toque frio no peito e depois me ignorou. Por isso é que comentei: "está falando sério?". Foi só isso", afirmou.
A cena aconteceu antes da partida e viralizou no mundo do futebol. Dentro de campo, Portugal levou a melhor e derrotou a Dinamarca por 4 a 2 na última quinta-feira (1º).

Entenda a polêmica entre CR7 e Jorge Jesus

A polêmica envolvendo Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus começou na vitória por 2 a 1 sobre a Noruega, no último domingo (27). O craque ficou no banco de reservas e não escondeu sua insatisfação pela decisão do técnico em não o utilizar no jogo. Depois disso, o atacante faltou nos treinos de segunda e terça.
Em meio ao entreveiro, o presidente da Federação Portuguesa, Pedro Proença, precisou viajar à Dinamarca para tratar do assunto com os dois. Diante desse cenário, Jorge Jesus esclareceu a situação em entrevista:
"O que falamos é o que ele disse na coletiva de imprensa. Ele disse: 'Estou aqui para você decidir. Quer que eu jogue, eu jogo. Quer que eu vá para o banco, eu vou'. O presidente veio, é óbvio, tem de estar aqui pelo que estão falando em Portugal. Quis saber o que se passou. Mas depois de jantar já tínhamos resolvido o problema que não era problema".
Jorge Jesus ainda aproveitou para explicar o motivo principal para a polêmica. Ele, inclusive, mudou a explicação original de que havia prometido que Cristiano Ronaldo jogaria 30 minutos, como disse após a partida contra a Noruega. Desta vez, contou que não deu a certeza de que iria utilizá-lo.
"Não houve caso nenhum. Vou explicar outra vez. Eu disse ao Cris que ele não ia jogar estes dois jogos. Pensei durante o jogo que, se calhar, vou precisar e vai aquecer. E depois não o pus em campo. Qualquer jogador, quando andamos ali a aquecer 20 ou 30 minutos, e depois não entra não fica contente. Quanto mais o Cris ou se fosse Pelé, Maradona", afirmou.
"É esse o estatuto. Os direitos são iguais e como treinador eu decidi que não entrava", concluiu. Horas depois, Cristiano anunciou que estava se retirando da delegação e solicitou o seu jato particular, que estava em Madri, para ir a Copenhague, onde o time está concentrado.