Juan Roman Riquelme, presidente e ídolo do Boca JuniorsJuan Mabromata / AFP
Boca aceita qualquer estádio contra o Vasco, mas admite preocupação
Clube argentino diz prezar pela segurança da torcida visitante no Rio, independente do palco escolhido para o duelo da Sul-Americana
Em meio à polêmica sobre a definição do palco do jogo de volta da semifinal da Sul-Americana, entre Boca Juniors e Vasco, o clube argentino se mostra paciente nos bastidores. Com liminar para mandar o duelo no Maracanã negada, o Cruz-Maltino sonha com São Januário e cogita o Nilton Santos como terceira opção. Em paralelo, o Boca afirma que jogaria em qualquer estádio, mas reforça preocupação com a segurança da sua torcida no Rio.
Apuração da "ESPN" aponta que o Xeneize "não terá problemas em jogar onde a Conmebol determinar", segundo fonte relacionada ao clube, que desconsiderou a qualidade do gramado e das instalações do palco, expôs a preocupação interna quanto à segurança dos torcedores.
"O gramado e as instalações não importam. A única preocupação do clube é que os torcedores possam comparecer e estar seguros, onde quer que a partida seja realizada. O Boca acatará o que a Conmebol decidir. A prioridade máxima do clube é a segurança e o conforto dos torcedores que viajarem ao Brasil", declarou a fonte.
Entidade organizadora da Sul-Americana, a Conmebol definiu esta segunda-feira (5) como prazo para o Vasco comunicar se o duelo de volta será realizado no município do Rio de Janeiro ou em outra cidade. Em seguida, o clube carioca terá até o sábado (10) para indicar à entidade o estádio que receberá a partida, de acordo com o artigo 4.2.1.1 do regulamento da competição.
Nesse cenário, o Cruz-Maltino enfrenta indefinição que envolve a Justiça, a Polícia Militar e até a própria Conmebol. A preferência da diretoria é atuar em São Januário, mas a capacidade aprovada para o estádio é de 24 mil pessoas, número abaixo do mínimo exigido pelo regulamento, o que faz com que o Vasco dependa de uma exceção da entidade para atuar na Barreira.
Para as forças de segurança, o Maracanã é a opção que cumpriria as exigências da Conmebol com logística mais viável. No entanto, a Justiça do Rio negou o pedido liminar do Cruz-Maltino para atuar no estádio. Com isso, o Nilton Santos aparece como uma terceira opção, que agrada às três esferas envolvidas, mas não tanto ao Vasco.

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