Publicado 08/10/2026 15:40
A internação domiciliar durante a qual Diego Maradona morreu foi "uma organização caótica" da equipe médica, que colocou o ex-jogador "em uma situação de desamparo, deixando-o à própria sorte", disse nesta quinta-feira (8) o promotor responsável pelo julgamento da morte do ídolo argentino, na reta final de um processo longo.
A equipe que cuidava de Maradona em seus últimos dias de vida é acusada de homicídio com dolo eventual, que implica que eles estavam cientes de que suas ações ou omissões poderiam causar a morte do astro.
Segundo Patricio Ferrari, um dos promotores do caso, os integrantes da equipe médica "infringiram os deveres de seu cargo, praticaram ações contrárias à arte de curar, omitiram todos os atos que deveriam executar e colocaram Maradona em uma situação de desamparo, deixando-o à própria sorte".
PublicidadeA equipe que cuidava de Maradona em seus últimos dias de vida é acusada de homicídio com dolo eventual, que implica que eles estavam cientes de que suas ações ou omissões poderiam causar a morte do astro.
Segundo Patricio Ferrari, um dos promotores do caso, os integrantes da equipe médica "infringiram os deveres de seu cargo, praticaram ações contrárias à arte de curar, omitiram todos os atos que deveriam executar e colocaram Maradona em uma situação de desamparo, deixando-o à própria sorte".
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"Havia um grupo de improvisados que em todo momento esqueceu que estava cuidando de um paciente vulnerável e complexo", disse Ferrari no início dos argumentos, na presença das três das filhas de Maradona.
De um lado da sala, lotada de público e jornalistas, estavam os sete profissionais de saúde (entre eles dois médicos, uma psiquiatra, um psicólogo e um enfermeiro) que são julgados desde abril em um tribunal de San Isidro, na periferia norte de Buenos Aires.
Após quase 45 audiências e mais de 100 depoimentos entre testemunhas e réus, "o núcleo histórico da acusação permaneceu intacto", segundo o promotor.
Maradona morreu aos 60 anos em 25 de novembro de 2020, em decorrência de um edema pulmonar e uma parada cardiorrespiratória durante uma internação domiciliar em Tigre, na região metropolitana de Buenos Aires.
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"Havia um grupo de improvisados que em todo momento esqueceu que estava cuidando de um paciente vulnerável e complexo", disse Ferrari no início dos argumentos, na presença das três das filhas de Maradona.
De um lado da sala, lotada de público e jornalistas, estavam os sete profissionais de saúde (entre eles dois médicos, uma psiquiatra, um psicólogo e um enfermeiro) que são julgados desde abril em um tribunal de San Isidro, na periferia norte de Buenos Aires.
Após quase 45 audiências e mais de 100 depoimentos entre testemunhas e réus, "o núcleo histórico da acusação permaneceu intacto", segundo o promotor.
Maradona morreu aos 60 anos em 25 de novembro de 2020, em decorrência de um edema pulmonar e uma parada cardiorrespiratória durante uma internação domiciliar em Tigre, na região metropolitana de Buenos Aires.
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O astro se recuperava de uma cirurgia bem-sucedida para tratar um hematoma subdural na cabeça.
"Evitável"
O julgamento entra em sua reta final nesta quinta-feira e deve se estender por duas semanas.
Os réus são acusados de crimes que preveem penas de até 25 anos de prisão.
Os réus são acusados de crimes que preveem penas de até 25 anos de prisão.
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A Promotoria sustenta que a morte de Maradona não foi um evento súbito e critica as condições da internação domiciliar. "A morte era evitável e o atendimento médico foi inadequado", disse em sua alegação o outro promotor do caso, Cosme Iribarren.
"É a cronologia de uma morte anunciada que temos diante de nós", disse Iribarren ao apontar para as fotos do corpo de Maradona exibidas durante sua argumentação.
"Esta imagem é o fim de toda a atividade e não atividade realizada por pessoas que deveriam estar encarregadas da saúde do paciente", acrescentou.
A Promotoria sustenta que a morte de Maradona não foi um evento súbito e critica as condições da internação domiciliar. "A morte era evitável e o atendimento médico foi inadequado", disse em sua alegação o outro promotor do caso, Cosme Iribarren.
"É a cronologia de uma morte anunciada que temos diante de nós", disse Iribarren ao apontar para as fotos do corpo de Maradona exibidas durante sua argumentação.
"Esta imagem é o fim de toda a atividade e não atividade realizada por pessoas que deveriam estar encarregadas da saúde do paciente", acrescentou.
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