Maradona, em março de 2020Alejandro Pagni / AFP
Publicado 14/10/2026 17:50
"Diego Maradona morreu pelo que eles não fizeram", afirmou, nesta quarta-feira (14), o advogado das três irmãs do ídolo do futebol ao pedir penas de até 10 anos de prisão para cinco dos sete réus no julgamento por sua morte, na Argentina, em 2020.
Publicidade
Sete profissionais da saúde estão sendo julgados sob a acusação inicial de homicídio com dolo eventual, que implica que eles sabiam que suas ações ou omissões podiam levar à morte do astro argentino.

"Não era a história de uma morte súbita, e sim a crônica de uma morte anunciada, previsível e evitável", declarou Pablo Jurado, advogado de Rita, Claudia e Ana Maradona, três das cinco irmãs do ídolo, que formam uma das seis partes acusadoras.
Os advogados de acusação se dividiram entre os que solicitaram dolo eventual, homicídio culposo, que prevê uma pena menor, ou a absolvição para alguns acusados.

A pena mais alta pedida por Pablo Jurado foi de 10 anos, para Nancy Forlini, coordenadora médica da internação domiciliar, identificada pelo advogado como responsável por gerir as equipes médicas e liderar os enfermeiros.
O advogado pediu oito anos para o neurocirurgião Leopoldo Luque e oito anos e dois meses para a psiquiatra Agustina Cosachov.

Nas audiências, Forlini, Luque e Cosachov foram apontados pelas partes acusadoras como os principais responsáveis.
Leia mais: Seedorf confia em reação do Corinthians: 'Grupo com muito talento'

Para o enfermeiro e seu coordenador de enfermagem, Jurado solicitou 3 anos de prisão. Além disso, pediu a absolvição do psicólogo Carlos Díaz e do clínico geral Pedro Di Spagna.

Maradona morreu aos 60 anos, de uma parada cardiorrespiratória e um edema pulmonar, em 25 de novembro de 2020, quando estava em internação domiciliar em Tigre, ao norte de Buenos Aires. Antes, ele havia passado por uma cirurgia devido a um hematoma na cabeça.
Leia mais