Selo no uniforme terá desenho dos dedos tortos de Manga, ídolo do Botafogo Vítor Silva / Botafogo
“Manga foi uma grande referência para mim. Principalmente quando eu tive a oportunidade de escolher o Botafogo, em 2003, minhas referências foram ele e o Wagner. Por toda a história que o Manga escreveu, não somente no Botafogo, mas também no futebol mundial. E ele continuará sendo referência. Deixou um grande legado que não se apaga”, disse Jefferson.
O legado de Manga é tão especial que o Dia do Goleiro, no Brasil, é celebrado em 26 de abril, justamente em homenagem ao seu aniversário. Data que, para Wagner, terá sempre a marca dos dedos tortos do ex-jogador que não gostava de agarrar de luvas - na época, eram feitas de couro, e Manga não sentia confiança em usá-las.
“Eu tive algumas oportunidades de estar junto com ele. Tive o privilégio de aproveitar um pouco dessa lenda do meu lado. A gente não pode deixar de esquecer que ele deixou um legado, já que os goleiros tem até data de comemoração por causa dele. Isso é uma coisa dele e a gente tem que levar pra sempre. É uma perda lamentável, mas a gente espera que ele esteja num bom lugar e descanse em paz”, frisou Wagner, campeão brasileiro pelo Botafogo em 1995.
Manga defendeu o Botafogo de 1959 a 1968 e disputou 442 jogos pelo clube - o quarto jogador com mais partidas na história do Alvinegro. Ele foi bicampeão carioca em 1961/62, e 1967/68. O ex-goleiro também foi titular da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1966 e fez história por Internacional, Nacional (URU) e Barcelona de Guayaquil (EQU). Para além dos números e conquistas no futebol, Jefferson fez questão de lembrar também do Manga que conheceu fora das quatro linhas.
“Eu tive o privilégio de poder conhecer o Manga fora de campo e bater um papo com ele. Uma pessoa super do bem, humilde, diante de tudo aquilo que ele conquistou. Tratando todo mundo de igual para igual, um cara muito querido. Vai deixar saudades, mas vai deixar um belíssimo legado. E agora só vai nos restar boas recordações e uma belíssima história para o nosso futebol”, concluiu.

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