John Textor, dono da SAF do BotafogoVítor Silva / Botafogo

Rio - As ações impostas pela Direção Nacional de Controle e Gestão (DNCG) ao Lyon, da França, voltaram a ser citadas por John Textor, dono da SAF do Botafogo. O time francês foi rebaixado por questões financeiras, mas entrou com recurso e conseguiu permanecer na primeira divisão. Nesta semana, o clube afirmou que já pode realizar novas contratações, apesar da folha salarial limitada.
Leia mais: Botafogo trabalha para destravar compra de atacante venezuelano

As flexibilizações ocorreram sob o comando da sul-coreana Michele Kang, que assumiu a presidência do Lyon depois de o norte-americano se afastar do cargo, em julho. Em entrevista à rádio 'RMC Sport', da França, o dirigente disse continuar próximo da equipe e criticou as sanções recentes.

"Poderíamos (Lyon) ser muito melhores se tivéssemos mais jogadores. Jogadores que estivessem disponíveis para nós. Metade da equipe do Botafogo que venceu o PSG em Los Angeles (na Copa do Mundo de Clubes) se mataria para estar no Lyon. Mas não podem. A DNCG tomou uma decisão que, na minha opinião, é de natureza esportiva e não financeira", avaliou o mandatário.
Leia mais: Botafogo está no pote 1 da pré-Libertadores e pode jogar na altitude

Além disso, o empresário comentou o afastamento do futebol francês: "Sabíamos que, politicamente, em termos de governança, meu jeito brincalhão e disruptivo não era bom para o meu relacionamento com a DNCG, e pedi a ela que considerasse assumir esse papel. Com o rebaixamento, tornou-se necessário. A única maneira de superar a situação era mudar a liderança".

O dirigente também falou sobre as supostas 'transferências fantasmas' de jogadores do Botafogo ao Lyon. Após esclarecer como se deu a ida de contratar Thiago Almada, ele lembrou os casos de Igor Jesus e Luiz Henrique, que, diferentemente do meia, nunca entraram em campo pelo time francês.
Leia mais: Botafogo faz proposta oficial por Pablo Maia, do São Paulo

"Esses são negócios e transferências reais do futebol que foram assinados pelos jogadores com contratos. Eles estavam esperando a janela de transferências certa chegar", completou John Textor.