Publicado 29/07/2026 16:23 | Atualizado 29/07/2026 16:24
A 14ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) negou o pedido de John Textor para bloquear as ações da SAF do Botafogo. A decisão do desembargador Luiz Eduardo Canabarro, entretanto, não julgou o mérito da ação na qual o empresário tenta recuperar da Eagle Bidco o controle do futebol alvinegro, depois de ser destituído do Conselho de Administração.
PublicidadeO movimento na Justiça busca impedir a venda da SAF para a a GDA Luma. Já há um acordo com a Eagle, mas a finalização do processo vem se arrastando.
Textor alega que teria que receber R$ 150 milhões para que o seu grupo assumisse 90% das ações, o que não ocorreu. Em nota, o estadunidense reforçou que seu objetivo não é receber esse dinheiro.
"Não estou buscando qualquer pagamento da Eagle. Estou defendendo meus direitos de propriedade por meio de medidas judiciais no Brasil, nos Estados Unidos e no Reino Unido", disse em nota.
Entenda a ação sobre a SAF do Botafogo
A decisão da Justiça, publicada nesta quarta-feira (29), refere-se apenas ao pedido de limidar de Textor para bloquear as ações do futebol alvinegro. Em resposta, o desembargador afirmou que há falta de documentos para comprovar a alegação de inadimplência de R$ 150 milhões.
"... a documentação apresentada pelo agravante (John Textor) se restringe a notificações que somente foram encaminhadas em junho de 2026, ou seja, após quase 4 (quatro) anos do suposto inadimplemento", diz um trecho da decisão.
Apesar do revés, o empresário segue afirmando ser o dono de 90% das ações do Botafogo, e não a Eagle. E garante que a venda da SAF não pode ser concretizada.
"A decisão não representa uma autorização para a venda ou transferência das ações relacionadas à Botafogo SAF...Juridicamente, era meu direito exclusivo aguardar o pagamento em dinheiro, mas nunca ocorreu. Por essa razão, mantenho o entendimento de que continuo sendo o proprietário da participação de 90% na Botafogo SAF", disse Textor.
"Tenho confiança de que, ao final do processo, seja no Rio de Janeiro ou em Brasília, meus direitos contratuais serão reconhecidos e poderei novamente trazer títulos ao Botafogo, como legítimo proprietário do nosso Glorioso clube".
Ao mesmo tempo, o Botafogo acionou um gatilho no contrato de venda da SAF que o faria ficar com 51% das ações. O clube social alega que não houve um dos aportes prometidos, e sim uma simulação de investimento feita por Textor.
Leia mais
Comentários
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.