Alex Telles vê Botafogo com condições de dar a volta por cima ainda em 2026 depois da eliminaçãoVítor Silva/Botafogo

O Botafogo agora só tem o Brasileirão após a eliminação na Copa Sul-Americana para o Cienciano, do Peru. Com a SAF em baixa e com muitas dúvidas sobre o futuro, Alex Telles usa como referência a crise de 2023, após a perda inesperada do Brasileirão, e que se tornou combustível para a a conquista da Libertadores de 2024.
"Não é momento de desunião. Como foi de 2023 para 2024, nós vamos fazer de novo com muito trabalho. Peço ao torcedor que acredite no projeto, como acreditei, por mais que seja difícil. Hoje, quem fala mal do Botafogo, vai nos ver voltando de novo e conquistando títulos, se Deus quiser", afirmou em entrevista na zona mista do Nilton Santos.
O lateral renovou recentemente com o Botafogo apostando nessa virada em relação ao difícil 2026. E por isso pede um voto de confiança do torcedor.
"Como foi de 2023 para 2024, a gente vai voltar. Eu renovei por causa disso. Acredito no projeto, acredito nos homens que aqui estão. Conversei muito com os que estão chegando, com a direção, com o elenco que a gente tem. Acredito no projeto, por amor ao clube, e quero conquistar títulos aqui novamente", disse.

Apoio a companheiros do Botafogo

Alex Telles também saiu em defesa de Danilo e Arthur Cabral, vaiados pelo torcedor no 1 a 0 sobre o Cienciano, na quinta-feira (19). O volante chegou a admitir que não vive boa fase depois de voltar da Copa do Mundo.
"Danilo é um menino muito bom, não preciso falar da qualidade dele. Cabral é um cara que tem muitos gols e nos ajudou em vários jogos. São os que mais trabalham no dia a dia e vou defender sempre os meus companheiros, porque a gente sabe que ninguém está aqui de sacanagem. A gente vê no esforço. Obviamente, tem dias que as coisas não dão certo", defendeu.
Danilo, inclusive, viu sua relação com a torcida piorar depois da convocação para a seleção brasileira. Os movimentos para deixar o Botafogo geraram incômodo entre os alvinegros, mas o experiente lateral entende que essa relação mudará quando as boas atuações reaparecerem.
"Danilo, antes da Copa, todo mundo amava ele. Agora, obviamente, não está na mesma eficácia de antes, mas não é por falta de vontade. Porque momento de futebol é assim, infelizmente", completou.