Ancelotti@RAFAEL RIBEIRO/CBF

Fala, galera!
Nessa semana tivemos a última Data FIFA do ano e o fim da temporada da Seleção Brasileira, que marcou o primeiro ciclo de Carlo Ancelotti à frente da amarelinha. É um bom momento para fazermos uma avaliação sobre o trabalho do italiano, até agora.
Contratado no começo de maio, ainda pela gestão anterior da CBF, Ancelotti estreou em 5 de junho no comando da Seleção, contra o Equador, pelas eliminatórias da Copa. De lá para cá foram oito jogos, com quatro vitórias, dois empates e duas derrotas. Com 58%, mantém aproveitamento de Dorival Jr.
É verdade que o italiano já deu uma cara para o time. Definiu como padrão o 4-2-4, com variação para um 4-3-3 em algumas partidas. A base do esquema recai na dupla de volantes Casemiro, seu homem de confiança, e Bruno Guimarães, único jogador titular em todos os jogos sob seu comando. A zaga também parece bem encaminhada com Marquinhos, faltando apenas definir seu companheiro no miolo da defesa. As laterais estão em aberto, ainda.
No ataque, o garoto Estevão parece estar garantindo a sua vaga, merecidamente, ao lado de Vini Jr e Rodrygo. O moleque joga muito! É o artilheiro da Era Ancelotti até o momento, com cinco gols. E gol é o que mais importa para um atacante. Mas, a concorrência é grande. Dos 48 jogadores convocados, foram 13 atacantes. E tem o Raphinha, que deve voltar no próximo ano. Vamos ver como o italiano vai fazer esse encaixe, mas Estevão tem lugar nesse time.
Com Ancelotti, o time oscilou bastante. Fez boas partidas contra o Chile, no Maraca, e contra a Coreia e o Senegal, mas não foi bem contra Japão e Bolívia. No conjunto da obra até aqui, dou nota 6,5 a 7,0 para o mister italiano. O trabalho dele é bastante promissor, mas ainda não enfrentou grandes seleções e desafios maiores. Veremos na Copa.
O fato é que a função de treinador, ainda mais da Seleção Brasileira, vai muito além de montar um esquema tático e escolher os jogadores de sua preferência. É muito mais do que isso. Eu vivi intensamente a preparação para três copas do mundo. O cara tem de saber montar e engajar um grupo, criar um ambiente de respeito entre os atletas e tirar o melhor de cada um. Quem chega na Seleção, quase sempre, é porque já demonstrou qualidade para estar lá. Cabe ao treinador identificar e usar bem cada talento.
Ancelotti já demonstrou sua qualidade como treinador em grandes clubes, como Milan, Chelsea e Real Madrid. Não tenho dúvidas de que a contratação dele pela Seleção Brasileira foi acertada. O Brasil, como melhor e mais vitorioso futebol do mundo, precisava de um grande técnico como ele, consagrado mundialmente.
Agora, comandar uma seleção, ainda mais a brasileira, é bem diferente do que dirigir um clube. Requer mais jogo de cintura, tem menos tempo para trabalhar, os jogadores se apresentam em condições físicas e técnicas diferentes etc. É o maior desafio de sua carreira, e estaremos todos torcendo para, em julho de 2026, celebrarmos o seu trabalho e o hexa!