Publicado 06/07/2026 13:13
A decisão da Fifa de liberar o suspenso Folarin Balogun para disputar as oitavas de final da Copa do Mundo provocou uma reação contundente da Uefa. A entidade europeia afirmou que a medida rompe um princípio básico das regras do futebol e colocou em dúvida a condução disciplinar do torneio, assim como vê um precedente perigoso.
Publicidade"Expressamos nossa incredulidade diante de uma decisão tão inédita, incompreensível e injustificável", diz em nota oficial.
Para a Uefa, a suspensão automática aplicada após uma expulsão não comporta interpretação e deveria ter sido cumprida pelo atacante dos Estados Unidos. Ele foi expulso na fase anterior da competição, na classificação sobre a Bósnia, mas está liberado para enfrentar a Bélgica nesta segunda-feira (6), às 21h (de Brasília).
"O futebol, como qualquer outro esporte, se baseia em regras, que são a base para uma competição justa, honesta e transparente. Às vezes, as regras são passíveis de interpretação. Neste caso, não."
A preocupação da Uefa
Na avaliação da federação europeia, o impacto da decisão vai além do caso envolvendo Balogun. A preocupação é que mudanças desse tipo durante a Copa enfraqueçam a confiança nas decisões disciplinares e coloquem em dúvida a aplicação uniforme do regulamento.
"A suspensão automática mínima de uma partida após um cartão vermelho não é uma opção discricionária e não requer a decisão de um órgão competente para ser aplicada. É um princípio consagrado no regulamento, que não admite exceções, muito menos em meio a um torneio em que vários outros jogadores já estiveram na mesma situação e cumpriram suas suspensões regularmente", continua.
A nota também vê com ressalvas e teme o impacto para o futuro do esporte diante da decisão polêmica da Fifa, após pressão do governo dos Estados Unidos.
"... se o torneio em questão for a Copa do Mundo, ele tem o poder de gerar consequências positivas ou negativas para o futebol como um todo", completa a Uefa.
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