Filipe Luís em Corinthians x Flamengo na Neo Química ArenaGilvan de Souza/Flamengo
Filipe Luís vê 'vitória fantástica' do Flamengo e explica dificuldades no primeiro tempo
Este foi o primeiro jogo do Rubro-Negro após a classificação para a semifinal da Libertadores
São Paulo - O Flamengo não teve vida fácil para vencer o Corinthians na Neo Química Arena por 2 a 1, especialmente pelas dificuldades que encontrou no primeiro tempo. O técnico Filipe Luís viu problemas em parte do primeiro tempo, como no controle da profundidade e também na posse de bola.
"Começo do jogo foi difícil para a gente. Subimos a nossa marcação. Eles acabaram saindo, às vezes, saíram por tabela, por vantagem qualitativa, por drible. Isso fez com que nosso time corresse para trás. Não controlamos bem a profundidade. Fomos muito mal nesses primeiros 30 minutos controlando a profundidade, e era o que eles estavam explorando, a bola nas costas da nossa linha defensiva. Acabaram machucando bastante a nossa defesa".
"A partir do pênalti, com 11 minutos praticamente, já começamos a ajustar, mas era bastante informação para todo mundo. Até ajustar, foram praticamente 30 minutos. O Corinthians foi muito superior em todas as fases do jogo. Essa frustração que gerava, não poder recuperar a bola, se transmitia à nossa posse. Nossa posse era ruim, com erros individuais por estar com a perna pesada, por ter esse desgaste por ter essa frustração de correr para trás".
Os gols do jogo saíram no segundo tempo. Logo no início, Yuri Alberto, que havia perdido um pênalti na etapa inicial, abriu o placar. O Flamengo, porém, logo respondeu com Arrascaeta. E mais perto do fim, Luiz Araújo sacramentou a virada.
"A partir do momento que a gente corrigiu, os jogadores começaram a controlar melhor o jogo, ter mais a bola. Fomos, nos últimos dez, 15 minutos do primeiro tempo, já muito melhor do que começamos. No início do segundo tempo, tomamos um gol, mesmo com esse nosso ajuste, mas já se via outro tipo de competitividade dos jogadores, outro tipo de postura".
"Sabíamos que teríamos nossas chances. Também tivemos nos últimos dez minutos do primeiro tempo, assim foi no segundo, quando chegamos com bastante volume, com bastante gente e criamos as chances para poder vencer um jogo muito difícil. Depois de uma carga mental muito grande da Libertadores, pênaltis, dois dias, viagens... Conseguimos uma vitória fantástica".
O treinador também fez uma avaliação da partida de Arrascaeta e Carrascal, que jogaram juntos. O colombiano deu as assistências para o gol do uruguaio e de Luiz Araújo.
"Vejo essas conexões, como eles se procuram durante os treinos da semana. Vinha treinando o Carrascal na última semana e meia, talvez duas semanas nessa posição. Ele entendeu bem. Que jogador, impressionante o jogo que ele fez, dá uma soltura para a equipe, limpa as jogadas, tem uma visão de jogo, se conecta com os companheiros".
"Ainda por cima deu duas assistências. Estou muito feliz pela atuação dele, pela entrega dele. Nessa função, teve que correr mais do que está acostumado. Agora, questão de adaptação. Nos últimos cinco, dez minutos, ele teve cãibra, mas acredito que, com sequência, ele vai aguentar bem nessa posição. Estou muito feliz pelo rendimento dos dois".
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