Torcedores do Fluminense em Nova Iorque, Miami e Boston prometem transformar os EUA no Rio de JaneiroDivulgação NY Flu / Miami Flu / Flu Boston

Rio - Os tricolores prometem espalhar as três cores que traduzem tradição por todos os cantos nos Estados Unidos. O Fluminense estreia no Mundial de Clubes nesta terça-feira (17), às 13h (de Brasília), contra o Borussia Dortmund, da Alemanha, em Nova Jérsei, e terá muito apoio da sua torcida, principalmente dos que vivem no país. As embaixadas serão fundamentais para acolher os torcedores e transformar cada cidade americana no Rio de Janeiro.
O Fluminense tem realizado a preparação na cidade de Colúmbia, na Carolina do Sul. O local fica no meio do caminho para Nova Jérsei e Miami, onde o Tricolor disputará seus jogos na fase de grupos. Do outro lado do rio Hudson, em Nova Iorque, está a embaixada "NY Flu", que será a casa dos tricolores para as partidas contra o Borussia Dortmund e Ulsan Hyundai, dia 20.
"O coração está acelerado para a estreia contra o Borussia e para tudo que envolve o Mundial. O Fluminense, em conjunto com a gente, preparou muitos eventos legais. Teremos a Flu House aqui em NY do dia 17 ao dia 21. Durante esses dias, o Legends Bar estará reservado somente para tricolores. O local estará todo decorado, e teremos eventos pré e pós-jogo", disse Alexandre de Mello, presidente da embaixada, ao DIA.
O "Legends Bar", localizado na 6 W 33rd Street, próximo ao Empire State, será a casa dos tricolores em Nova Iorque. O local, que é a sede do "NY Flu" desde a criação da embaixada, em 2013, monta a agenda em torno do calendário do Fluminense por causa da frequência dos tricolores no local. Nada de partidas dos Knicks na NBA, dos Giants na NFL ou dos Yankees na MLB. A prioridade é o Fluminense.
"Nos reunimos em todos os jogos. Quando digo todos, são todos mesmo. Carioca, que aqui acontece no meio do inverno, jogo no meio da semana com -15º graus e neve, a gente se reúne. Não escolhemos jogos, escolhemos o Fluminense. E nunca tivemos empecilho nenhum para assistir aos jogos. Como somos uma das torcidas mais antigas do Legends Bar, a agenda é feita em torno do calendário dos jogos do Fluminense. Caso haja algum conflito com outro jogo ou torcida, sempre temos preferência, justamente por estarmos presentes em todos os jogos", explicou Alexandre de Mello.
O Fluminense realizará eventos no "Legends Bar" durante a passagem por Nova Iorque. Entre os dias 17 e 21, o local terá transmissão ao vivo dos jogos, com direito a pré-jogo, além da presença de ex-jogadores como Felipe Melo, dia 18, Thiago Neves, dia 19 e Marcão, dia 20.
Torcida do Fluminense em Nova Iorque, a casa dos tricolores em dois jogos no Mundial de Clubes - Divulgação/NY Flu
Torcida do Fluminense em Nova Iorque, a casa dos tricolores em dois jogos no Mundial de ClubesDivulgação/NY Flu
Após a passagem por Nova Iorque, o Fluminense embarca para Miami. Criada há pouco mais de um ano, a embaixada "Miami Flu" terá o papel de receber os tricolores e promete fazer muita festa. A torcida, que surgiu através de uma pesquisa, teve o tricolor Paulo Ismerio como um dos idealizadores. A ideia foi reunir torcedores em um lugar mais próximo, já que eles viajavam até o sul do estado para acompanhar os jogos com a "Flu South Florida".
"Nós percebemos que no centro de Miami também tinha muito tricolor. Fizemos uma pesquisa, conhecemos a galera e fundamos a Flu Miami. Então, na Flórida, tem duas torcidas: a South Florida, no sul, e a Flu Miami, aqui no centro. Fundamos por conta dessa distância, para facilitar a vida da galera", disse.
Hoje, a embaixada conta com cerca de 150 integrantes. Apesar de nem sempre conseguirem juntar todos por conta do fuso horário, Paulo contou que "nenhum jogo do Fluminense ficou sem alguém" no lugar onde se reúnem. Muitos, inclusive, terão a oportunidade de assistir o clube carioca pela primeira vez em solo americano. 
"Ter um jogo do Fluminense em Miami, ainda mais no Mundial de Clubes, é incrível. Tem muita gente aqui que mora fora do Brasil há anos e nunca teve a chance de ver o Fluminense jogar. Muita gente vai ver o time pela primeira vez, e justo no Mundial. É uma honra e um sonho realizado ver o Fluminense jogando onde a gente vive, fora do país", afirmou. 
O local escolhido para ser a casa do torcedor do Fluminense foi o Magic 13 Brewing, na 340 NE 61st St. Nos dias 24 e 25 de junho, o clube realizará eventos, além da transmissão ao vivo da partida contra o Mamelodi Sundowns, da África do Sul, pela última rodada da fase de grupos do Mundial. Haverá também um esquenta pré-jogo e um esquema especial para levar os torcedores em um ônibus para o Hard Rock Stadium.
"Se Deus quiser, (voltaremos) com a classificação. O lugar vai estar reservado só para o Fluminense. É uma cervejaria enorme, um espaço só nosso", explicou.
Torcida do Fluminense em Miami, uma das casas dos tricolores no Mundial de Clubes - Divulgação/Miami Flu
Torcida do Fluminense em Miami, uma das casas dos tricolores no Mundial de ClubesDivulgação/Miami Flu
Já em Boston, o caso é diferente. O Fluminense não vai jogar na cidade, já que ela não foi escolhida como uma das sedes do Mundial de Clubes, mesmo sendo uma das mais tradicionais nas ligas americanas. Porém, isso não é motivo que desanime os integrantes da "Flu Boston". A previsão é de que 300 pessoas saiam da capital de Massachusetts em direção à Nova Iorque, cidade vizinha, e Miami.
"É o Super Mundial. Infelizmente vamos pegar o Mundial mais difícil da história, mas acredito que a gente passa em segundo. Não queria falar campeão porque para ser campeão desse Mundial vai ser muito difícil, mas o Fluminense foi dado como 99% rebaixado e não caiu. O Fluminense é um time imprevisível. Podemos chegar nas oitavas e aí, depois, é mata-mata", disse Rubens Segat, um dos fundadores.

Torcida do Fluminense em Boston, nos Estados Unidos - Divulgação/Flu Boston
Torcida do Fluminense em Boston, nos Estados UnidosDivulgação/Flu Boston

A história da embaixada começou oficialmente em 2020, mas já existe desde a época da rede social "Orkut". Rubens Segat, um dos fundadores, tinha uma página com o mesmo nome para divulgar as notícias sobre o Fluminense. Porém, foi no ano da pandemia que surgiu a ideia da criação da embaixada. Ao lado de outros amigos, criaram a torcida com a ideia de reunir mais tricolores, apesar da dificuldade encontrar cariocas em meio aos milhares de mineiros pela cidade.
"Tem muito mineiro de Valadares (em Boston), então foi muito mais difícil do que encontrar tricolores em Miami ou Orlando, que tem muitos cariocas. Nossa batalha foi mais difícil. Como professor de futebol, estou sempre botando pilha nas crianças para torcer para o Fluminense. Assim a gente já tem recrutado as crianças para fazer um futuro melhor", brincou Rubens.
*Reportagem com colaboração dos estagiários Lucas Dantas e Luis Gustavo, sob supervisão de Rodrigo Costa