Rio - Representante dos investidores interessados na SAF do Fluminense, Carlos de Barros, sócio da Lazuli Partners e LZ Sports, falou sobre a possibilidade do atual presidente, Mário Bittencourt, assumir a função de CEO do projeto. Em entrevista ao "Seleção Sportv", ele negou a existência de qualquer acordo prévio com o mandatário.
"Não existe nada de real. Nenhum contrato e nada firmado com o Mário. É inegável o que ele conquistou dentro e fora de campo com a atual gestão do Fluminense. Os momentos de transição são importantíssimos e super sensíveis", afirmou o empresário.
Apesar de não existir nenhum acordo, Barros não descartou ter a participação de Mário após a implementação da SAF.
"A gente adoraria contar com ele nesse novo momento dentro da SAF, seja lá qual for a posição. Não temos nada negociado com ele ou posição definida. Se ele estiver com a gente, vai ser avaliado como qualquer outro executivo. Com planejamento estratégico, meta, bônus. Se não entregar as metas, que vão incluir esportivas e financeiras, vai ser tratado como qualquer outro executivo. Com advertências e possivelmente outras ações mais drásticas", completou.
Próximos passos
Para o Fluminense virar SAF, o processo exige uma mudança no estatuto, que deverá ser aprovado primeiro pelo Conselho Deliberativo, para que depois aconteça uma Assembleia Geral com os sócios para aprovar ou não a mudança. Não haverá votação antes das eleições do clube, que acontecerá na segunda quinzena de novembro. Matheus Montenegro, atual vice de Mário Bittencourt, será o candidato da situação, enquanto Adhemar Arrais, Celso Barros, Luis Monteagudo e Ricardo Mazella são os pré-candidatos da oposição.
Com a proposta em mãos, o próximo passo é a criação da comissão interna e externa para análise da mesma. Haverá, pelo menos, três reuniões para debater os termos. Após conclusão da negociação com os investidores, serão submetidos ao Conselho Deliberativo os documentos finais da transação. Somente se aprovada haverá a assinatura do acordo, antes da convocação da Assembleia Geral com os sócios. Proposta
A LZ Sports ofereceu R$1.131.000.000,00 (um bilhão, cento e trinta e um milhões de reais) por 65,8% das ações da SAF do Fluminense, associação ficará com 34,2%. O grupo fará um aporte de R$ 500 milhões e assumirá a dívida de R$ 871 milhões. Por fim, o investidor prevê um investimento de R$ 6,4 bilhões no período de dez anos.
O investimento prevê R$ 4,7 bilhões destinados a folha salarial e comissão técnica, R$ 1,1 bilhão para aquisições de atletas, R$ 359 milhões no desenvolvimento e formação de jogadores, além de 84 milhões para melhorias no CT Carlos Castilho e Xerém. Por fim, a associação teria direito a um royaltie de R$ 143 milhões.
Governança da SAF
Se aprovada, a SAF do Fluminense terá um Conselho de Administração formado por oito membros, entre eles seis pela LZ Sports, incluindo o CEO da SAF, além de 2 membros indicados pela associação. A diretoria será composta por Diretor Presidente (CEO), Diretor Financeiro (CFO), Diretor de Futebol, Diretor Jurídico e Diretor Comercial.
Principais investidores
Família Almeida Braga — ligada a seguradoras (Atlântica, Bradesco Seguros) Família Klabin — ligada a empresas de papel e celulose Família De Luca — ligada à Frescatto, ramo de frutos do mar Família Zitelmann — membro do comitê executivo da BTG Pactual Família Esteves — membro do comitê executivo da BTG Pactual Família Dantas — ligado à gestão de fundos Família Paes — membro do comitê executivo da BTG Pactual Família Tadeu — ligado a Ambev, empresa do ramo de bebidas Família Monteiro de Carvalho — ligados ao grupo Monteiro Aranha Grupo Apex — empresa de investimento do Espírito Santo Heráclito de Brito Gomes Junior — ligado à Rede D'Or, do ramo hospitalar Família Hallack — ligado à empreiteira Camargo Correia
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