"Germán é goleador, é uma peça importante para a equipe, já falei isso. E se hoje ele fizesse um gol pela marcação alta que fizemos, já estaríamos falando outra coisa. Goleadores são assim. Goleadores quando aparecem e fazem gol, nos abraçamos todos. Quando não fazem gol, pedimos o que não está jogando", iniciou o treinador em entrevista coletiva.
"Se tivéssemos feito o gol, estaria tudo bem. Não fizemos o gol e começamos a discutir porque jogou um e porque não jogou outro. Tudo se analisa por causa do resultado. É uma decisão que cabe a mim. Simplesmente isso. Respeito Germán, respeito John Kennedy, respeito Everaldo. Minha resposta é que a equipe foi bem por todo o primeiro tempo. No segundo tempo, quando estávamos nos acomodando, eles fizeram o segundo gol. Deram dois chutes, em que tiveram mais virtude ou um pouco acidental, de Rayan. Foi uma aparição pontual de um jogador que está em um bom momento. Penso que fizemos 45, 60 minutos bons", complementou.
O comandante garantiu que o resultado não afeta em nada a preparação para a semifinal da Copa do Brasil, também contra o Vasco: "É outro campeonato, em dezembro, e são 180 minutos".
O Fluminense estagnou nos 41 pontos, na sétima posição. No entanto, viu o Cruz-Maltino encostar na briga por um espaço no G-6: passou a somar 39, em oitavo. O próximo compromisso do Tricolor será contra o Internacional, sábado (25), às 17h30 (de Brasília), no Maracanã.
Confira outras respostas de Zubeldía
. Análise do jogo: "Fizemos um bom primeiro tempo, acho que com maior claridade do que eles. E Rayan conseguiu encontrar esse espaço para fazer dois chutes, que em um se desvia no nosso defensor, e no segundo, saiu um remate de longe. Acho que a equipe fez um bom primeiro tempo, uns 15, 20 minutos. Apesar do segundo gol cedo, os últimos 20 minutos já foram mais difíceis, porque já com o nosso desespero, eles começaram a se encontrar um pouco mais, mas para mim o resultado é muito ajustado em relação ao que aconteceu no desenvolvimento. É certo que gols são amores, gols te permitem ganhar, e acho que a diferença está aí. Eles puderam encontrar os gols no momento justo. No momento justo do primeiro tempo e no momento justo do segundo tempo. Não por um domínio, não por anunciar que eles poderiam converter o gol, simplesmente pela aparição de um jogador que hoje gera um desequilíbrio a qualquer tipo de defesa".
. Escolha por Guga e Soteldo e a ausência de Riquelme: "Creio que Guga e Soteldo poderiam gerar verticalidade. Me parecia uma partida complicada para Riquelme. Optei pela experiência. Porque não era uma partida de último terço. A outra partida foi de último terço. Essa não, teria que trabalhar ataque e defesa. Sobre Riquelme, sempre que tiver a oportunidade de colocá-lo, quando estamos trabalhando no último terço, com a perna invertida, como foi contra o Juventude, está bom, porque ele abre espaço quando vai para dentro. Mas por ter que trabalhar ataque e defesa, e por ser clássico e tudo mais, optei pela experiência. E por ter um lateral extremo, para ter energia".
. Faltou a parte anímica?: "Não. A equipe deles encontrou o gol em uma transição, em um acidente, aí muda a partida. No segundo tempo, outro chute de longa distância. Nossa equipe empurrou, no primeiro tempo, foi buscar, foi protagonista. Mas tivemos duas ações pontuais provocadas pelo centroavante deles, que está bem. Inclusive, no primeiro tempo, jogamos melhor do que contra o Botafogo. Mas como hoje não ganhamos, parece que jogamos mal, não é assim. Me parece que a equipe saiu a buscar, a ser protagonista e o rival golpeou num momento específico. Que bom que isso não foi na Copa (do Brasil), por que nas copas é assim, são coisas pontuais".
. Criação no meio-campo: "Me parece que tivemos boas combinações, que poderiam terminar em gols. Faltou o passe final em muitas situações. Acredito que Lucho nos dá essa verticalidade. Nesse aspecto, me parece que faltou a ponta final. Em certo momento do primeiro tempo, tivemos nossas situações de gol, tivemos bola parada, acertamos em certas pressões, que foram boas, mas faltou ajustar nas terminações. E nesse tipo de partida, se tem (chance), tem que concretizar. E isso ocorreu no começou com eles. Foram duas ou três, que nem eram situações de gol, eram disparos de média distância, sem expectativa de gol. O gol acaba entrando por um rebote e o outro gol por segunda jogada. Então, gostei do que ele fez (Lucho), o ataque também. Podemos melhorar, sim. Eu acho que, no primeiro tempo, tínhamos que ser igual".
. Time caiu depois do gol?: "Não. Me parece que o segundo gol, supostamente, abalou... Tomar um gol rápido, não por mau funcionamento, mas sim um chute, um rebote... quando parecia que estava controlado... Até os 20, 25 minutos fomos em busca do resultado, mas é difícil buscar a virada perdendo por 2 a 0. Nos últimos 15, 20 minutos já estávamos muito desorganizados. Parece que o 2 a 0 é excessivo pelo que foi a partida".
. O que deve corrigir?: "Os gols, hoje, vieram em jogadas pontuais, não através de um domínio. Creio que depois não pudemos errar na partida. Se tivéssemos marcado no momento justo, o mesmo aconteceria para a equipe deles, com a contundência que tivemos contra o Vasco, Botafogo e Atlético-MG. Hoje para mim, mais que o resultado, clássico é um jogo que todo mundo quer ganhar, é a contundência, a contundência te deixa mais forte, mas também temos que ter a capacidade de reverter um resultado, temos que aprender isso. Porque se tivéssemos um bom segundo tempo, como foi o primeiro tempo, poderíamos ter empatado".
. Ganso é opção para Acosta?: "Sim, é outro meia que temos, vocês conhecem o Ganso melhor que eu. Temos que ver também como vai ser o Nonato quando voltar, um volante que vai de uma área a outra, que não pode voltar semana que vem".
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