Fluminense é patrocinado pela SuperbetDivulgação / Fluminense
Publicado 25/09/2026 18:35
O Fluminense publicou nesta sexta-feira (25) uma nota oficial sobre a medida provisória que proibirá as atividades das casas de apostas digitais no Brasil. No comunicado, o Tricolor das Laranjeiras reconheceu a legitimidade do debate, mas fez ponderações e listou uma série de fatores que reforçam o posicionamento contrário ao caso.
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"O debate sobre a proibição das apostas é legítimo e não deve ser interditado (...) Empresas que cumpriram a regulamentação e terceiros que firmaram contratos não podem ser surpreendidos de um dia para o outro. O clube assumiu compromissos financeiros para este e os próximos anos contando com esses recursos", disse o Fluminense.
O Fluminense ressaltou que a mudança abrupta pode gerar prejuízos custar milhares de empregos em toda a cadeia. O Tricolor destacou que proibir as empresas reguladas não acaba com as apostas e que o mercado clandestino tende a ocupar esse espaço. Por fim, o clube também alertou para o impacto no esporte, já que os recursos empregam profissionais do futebol e esportes olímpicos.
"Proibir as empresas reguladas não acaba com as apostas. O mercado clandestino tende a ocupar esse espaço, sem fiscalização, sem tributação e sem nenhuma proteção ao apostador (...) os recursos não sustentam apenas o futebol profissional. Eles financiam categorias de base, futebol feminino e esportes olímpicos, que empregam centenas de atletas e profissionais do clube", completou.
A Superbet, patrocinadora máster do Fluminense, já notificou o clube sobre a possibilidade de rescisão do contrato caso a MP proíba as apostas. O Tricolor tem vínculo com a empresa até o fim de 2029, com um acordo de R$ 58 milhões por ano.

Veja a nota oficial do Fluminense:

"O debate sobre a proibição das apostas é legítimo e não deve ser interditado. Há preocupações reais com endividamento e vício, mas qualquer decisão precisa considerar os seguintes pontos:
* Segurança jurídica e previsibilidade: empresas que cumpriram a regulamentação e terceiros que firmaram contratos não podem ser surpreendidos de um dia para o outro. O clube assumiu compromissos financeiros para este e os próximos anos contando com esses recursos. Um exemplo concreto: as lojas do Fluminense têm seis meses de estoque de camisas com a marca do patrocinador master. Uma mudança abrupta gera prejuízos e pode custar milhares de empregos em toda a cadeia.
* Efetividade da medida: proibir as empresas reguladas não acaba com as apostas. O mercado clandestino tende a ocupar esse espaço, sem fiscalização, sem tributação e sem nenhuma proteção ao apostador.
* Impacto no esporte: os recursos não sustentam apenas o futebol profissional. Eles financiam categorias de base, futebol feminino e esportes olímpicos, que empregam centenas de atletas e profissionais no clube.
* Arrecadação pública: o mercado regulado gerou bilhões em tributos e destinações previstas em lei para esporte, seguridade social, segurança pública, educação e saúde. Sem ele, esses recursos precisarão vir de outra fonte.
Defendemos, no mínimo, um período de transição adequado caso haja mudanças. O caminho deve ser guiado por dados concretos e pela efetividade de cada alternativa."
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