Leandro Lo foi morto em 2022, durante um show no Clube Sírio, em SP (Foto: Dai Bueno)
Desde o crime, Dona Fátima tem se mantido ativa nas redes sociais, cobrando não só o julgamento na esfera criminal, mas também a responsabilização administrativa do policial. A pressão pública, segundo advogados e apoiadores, foi essencial para a celeridade do processo de exoneração do acusado, cuja demissão foi recomendada pelo colegiado da esfera militar e endossada pelo secretário de Segurança Pública do Estado, Guilherme Derrite, no último mês de abril.
O tenente é acusado de violar diversos protocolos da corporação após o crime: ele não prestou socorro à vítima, deixou o local sem comunicar a ocorrência e se manteve escondido por horas antes de se apresentar às autoridades. Esses elementos agravam ainda mais a revolta da família de Leandro Lo, que aguarda há quase três anos por justiça.
Dona Fátima tem conduzido essa jornada com coragem. Ao lado da irmã e do pai de Leandro, ela atravessa um período de intensa dor, agora misturado à ansiedade pela iminência do júri popular.
"A mãe do Leandro, a irmã e o pai, obviamente, que têm suportado os últimos três anos, praticamente, com muita dor, como não podia ser diferente. Ser assassinado da forma como ele foi, de forma brutal e por um policial militar que, em tese, deveria proteger os cidadãos e zelar pelo bem dos cidadãos. Então, posso dizer que tem sido anos de muita dor e agora de muita ansiedade e angústia com a expectativa desse julgamento que finalmente vai acontecer", comentou William Carmona, que é advogado e amigo da família.
A atuação firme e incansável de Dona Fátima tem servido como exemplo de resistência e amor materno. Sua presença ativa e pública foi fundamental para manter o caso em evidência e para pressionar as autoridades por justiça — não apenas pela memória de Leandro Lo, mas por todas as mães que perderam filhos para a violência.



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