Shigetoshi Kotari e Hiromasa Urakawa faleceram após lesões cerebrais (Foto: Reprodução)
A primeira ocorrência aconteceu no dia 2 de agosto, durante a disputa do título da OPBF (Federação Oriental e do Pacífico de Boxe). Kotari enfrentou Yamato Hata em um duelo programado para 12 rounds que terminou empatado. Pouco depois do resultado, ainda nos bastidores, o pugilista desmaiou e foi encaminhado ao hospital, onde passou por cirurgia para conter um hematoma subdural — sangramento entre o cérebro e o crânio. Apesar dos esforços médicos, Kotari não resistiu e faleceu no dia 8 de agosto.
No dia seguinte, a tragédia se repetiu. Hiromasa Urakawa, que também havia competido na mesma noite, morreu após ser nocauteado por Yoji Saito no oitavo assalto. O diagnóstico foi o mesmo: hematoma subdural. Urakawa foi submetido a uma craniotomia, mas a evolução do quadro foi irreversível.
A Organização Mundial de Boxe (WBO) classificou os episódios como “devastadores” e expressou condolências às famílias e à comunidade do Boxe japonês. Em resposta, a Comissão Japonesa de Boxe anunciou uma mudança imediata no regulamento: a partir de agora, combates válidos por cinturões da OPBF terão duração máxima de 10 rounds, em tentativa de reduzir o risco de lesões graves.
O caso reacende o debate sobre segurança e protocolos médicos em esportes de combate, tema que também impacta diretamente o MMA, onde golpes traumáticos na cabeça são frequentes e medidas preventivas seguem em constante atualização.

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