Sob comando de Diniz, o Vasco precisará virar a chave no Campeonato BrasileiroMatheus Lima / Vasco
Diniz lamenta chances perdidas pelo Vasco em eliminação: 'A bola não entrou'
Cruz-Maltino dominou o Independiente del Valle (EQU), mas não aproveitou as oportunidades criadas e deu adeus à Sul-Americana
Rio - Técnico do Vasco, Fernando Diniz analisou o empate em 1 a 1 com o Independiente del Valle, do Equador, nesta terça-feira (22), em São Januário. Com o resultado, o Cruz-Maltino foi eliminado nos playoffs da Sul-Americana - na ida, em Quito, havia sido goleado por 4 a 0.
"Acho que se repetiu o que aconteceu contra o Grêmio. Tivemos um volume interessante, recebemos poucos contra-ataques. E assim como contra o Grêmio, tivemos muitas chances claras de fazer o gol, eles não tiveram quase nenhuma e conseguiram marcar. Poderíamos ter encaminhado a classificação no primeiro tempo", iniciou o comandante em entrevista coletiva.
"O futebol é incerto. Acontece. Fazemos tudo o que é possível. Precisamos nos juntar. Não é falta de treino, falta de dedicação. A bola não entrou. Na persistência, vai começar a entrar", complementou.
Agora, o Gigante da Colina vira a chave para o Campeonato Brasileiro. O próximo compromisso será contra o Internacional, domingo (27), às 18h30 (de Brasília), no Beira-Rio, pela 17ª rodada da competição.
"Temos que procurar fazer o que fizemos com o São Paulo. Jogar daquele jeito, sabendo se defender e atacar. Não costumo mudar a característica do time. Vamos jogar lá no Sul contra um time forte, coeso, mas tentaremos repetir a performance que tivemos diante do São Paulo, ou até jogar melhor", disse Diniz.
. Vaias durante o jogo: "Acho que as vaias são normais. Não é pelo que o time tem feito, e sim pelo resultado. Pelo histórico recente do Vasco. A torcida temos que tratar que nem um cristal. Ela merece ver o time correr, lutar, mas a torcida vive de vitórias, o clube vive de títulos. O Vasco tem a história que tem por causa das conquistas. O que marca é título e vitória. As coisas só vão melhorar com as vitórias. Acredito que o torcedor vê a luta do time, mas precisamos ganhar jogos. Trabalhamos muito. Continuamos jogando, não ficamos abalados. Estamos aprendendo a suportar. As vitórias vão acontecer".
. João Victor: "É bom jogador. É o mais rápido que temos no elenco. Ele falhou no passado, mas, comigo, não tem jogado mal. Pegou um atacante difícil de ser marcado hoje e ganhou praticamente todos os lances. Tem treinado cada vez melhor. Acho um ótimo zagueiro. Temos que começar a ganhar. A torcida quer depositar a raiva em alguém. Deu motivo no passado, ele precisa saber suportar para sair mais fortalecido. O time e a torcida precisam caminhar juntos. Quero que o time ganhe a torcida volte a sorrir".
. Momento de Vegetti: "É um cara que faz muitos gols. Hoje, perdeu e fez. É um dos que mais se dedica. Quase sempre aproveita as chances, já ajudou muito o Vasco e vai continuar ajudando".
. Falta criação?: "Eu acho que o time tem muita troca de passes. O que mais tem é tabela. E troca de maneira vertical. Não acho que o problema está aí. Talvez um capricho maior na finalização. Criamos de formas diferentes, em cruzamentos, bolas paradas. Fazemos um pouco de cada coisa".
. Substituições: "Todos contribuíram. Leandrinho é um jogador formado aqui no Vasco, claramente conta com o carinho do torcedor. Ele veio de fora, estava há um tempo sem jogar. A tendência é de que tenha mais oportunidades, mas vou ver como vai render nos treinos. Estrella teve uma cirurgia importante por causa de um problema no joelho. Voltou agora. O joelho está em processo de readaptação. O fato de estar sendo relacionado já é um avanço muito grande. Dei uma acelerada, é muito bom jogador. Tomara que consiga performar e o joelho, sustentar. E o Jair, já disse, gosto dele. Fez uma partida muito boa ao lado do Tchê Tchê no meio-campo".
. Pedrinho: "O momento é ruim pela falta de resultados, mas ele tenta fazer tudo que ele pode. Além da torcida, do clube e da história, vim para cá pelo Pedrinho. Tenho muito orgulho de ser liderado por ele. Se tivesse muito dinheiro, seria diferente. Temos que recuperar as coisas no trabalho e na força da torcida. A bola precisa começar a entrar. Em relação ao presidente, o vascaíno tem que ficar chateado com os resultados, mas não com o que ele tem tentado fazer pelo clube".

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