Sob o comando de Diniz, o Vasco precisa virar a chave para as semifinais da Copa do BrasilMatheus Lima / Vasco
"É difícil falar de uma partida depois de um 5 a 0. Com 29 minutos de jogo, estávamos perdendo por 1 a 0 e com um a menos (Hugo Moura foi expulso por pisar em Dudu). Não era a maioria reserva, eram todos os jogadores reservas. Até o goleiro. Se o sub-20 não estivesse de férias, nem traria os reservas. O Galo tem uma vocação ofensiva grande. Poderíamos ter feito um trabalho melhor no segundo tempo, principalmente na marcação. Ficou um jogo parecido com o Del Valle (4 a 0 no Equador)", iniciou o comandante, em entrevista coletiva.
"Foi uma marcação coletiva muito falha. Não dá para avaliar um jogador só por hoje. O que fica para o jogo é que, independente do que aconteça em campo, temos que representar a camisa do Vasco e se empenhar. Respeito máximo. Se é um jogo amistoso, treino, final de campeonato. Temos que nos empenhar do primeiro ao último minuto", complementou.
O treinador definiu o revés como um dos piores de sua carreira e cobrou maior empenho do elenco: "Eu concordo que é uma derrota que não pode acontecer, isso fica para a história. Todo mundo triste, todo mundo decepcionado, a gente tinha que ter feito um trabalho melhor. O que que fica? Fica que a gente tem que aprender, como a gente aprendeu na Venezuela. A gente aprendeu na Venezuela e depois melhorou no campeonato. Então fica a dor da derrota. Temos que aprender com a dor. É uma derrota que não podemos admitir. Nem por 1 a 0, muito menor por 5 a 0. Isso é uma coisa que eu carrego. Ultimato para mim é todo dia, eu não trabalho me protegendo do futuro".
"Já falei mais de uma vez: eu gosto do torcedor do Vasco, confio muito, gosto do Vasco, gosto do Pedrinho, continua tudo isso. O que aconteceu hoje é que tem que afetar, temos que pegar e ter mais vontade de fazer as coisas. Essa derrota não pode passar inocentemente por ninguém. Minha parte já estou fazendo, estou indignado com o 5 a 0. Completamente indignado. Talvez tenha sido a maior derrota da minha carreira também. Não estou nem um pouco feliz, pelo contrário. E essa indignação os jogadores têm que ter, isso que eu quero, indignação. Se você está indignado, eu concordo. Mas sobre as outras coisas que você vai acrescentando para colocar mais fogo na fogueira, isso não tem necessidade", acrescentou.
Diniz também comentou a irritação de Vegetti, que não ficou nada satisfeito ao ser substituído no primeiro tempo. O centroavante saiu para a entrada de Leandrinho após a expulsão de Hugo Moura.
"Não aconteceu nada, ele pode ter ficado nervoso por ter saído, por ter tido jogador expulso. Tem alguns motivos. Já conversei com ele e está tudo resolvido, não tem nada. Ele era opção para sair. Nesse jogo não tinha muito sentido deixar ele. É um jogador que é uma opção clara de entrar ou de jogar na Copa do Brasil. Eu não ia expor o Vegetti nesse jogo, com um jogador a menos, onde a gente ia precisar recuar o time, marcar muito e explorar a velocidade. Não tinha muito sentido, essa era a minha visão. E ele entendeu isso perfeitamente", contou.
Outras respostas de Diniz
. Risco de lesão: "Você acha que os jogadores que viriam jogar estariam com a cabeça totalmente aqui tendo a Copa do Brasil para jogar na quinta-feira? Se a gente vem aqui e perde, esse é o problema. Se a gente traz o jogador aqui e perde de 1 a 0, vocês estariam fazendo outro tipo de questionamento. Por que não poupou os jogadores? Por que expôs? Se a gente traz o Rayan e machuca o Rayan? Traz o Léo Jardim e machuca o Léo Jardim. Vocês só questionam depois do acontecido. Aí fica fácil, vocês devem achar que isso é justo, mas não é justo. Ninguém abandonou nada, a gente trouxe um time extremamente competitivo para enfrentar o Atlético-MG aqui".
. Outros semifinalistas: "Hoje o Cruzeiro botou o time reserva na Vila Belmiro, jogou 11 contra 11 e perdeu de 3 a 0. São opções que a gente tem. O time está classificado, a chance da gente ficar fora da Sul-Americana não era muito grande. Quando a gente colocou todas essas coisas que eu estou te enumerando, a gente achou melhor poupar os jogadores. E não é abandonar. É trazer esse time e acreditar que esse time poderia empatar ou vencer o Atlético. Esse foi o plano que a gente teve e todo mundo participou desse plano".

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