"O Canto do Lixo" transforma conscientização ambiental em arte e poesia nos palcos de Macaé
Espetáculo gratuito da UFRJ mistura emoção, humor e reflexão para discutir consumo e sustentabilidade com jovens da rede pública
Personagens de "O Canto do Lixo" ganham vida em uma história que provoca o público a repensar o descarte e o cuidado com o planeta - Foto: Douglas Smmithy
Personagens de "O Canto do Lixo" ganham vida em uma história que provoca o público a repensar o descarte e o cuidado com o planetaFoto: Douglas Smmithy
Macaé - Entre o som dos tambores e o colorido dos figurinos, “O Canto do Lixo” chega aos palcos de Macaé com uma mensagem urgente e encantadora: é possível transformar o descarte em arte e a consciência ambiental em emoção. A peça, produzida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – Campus Macaé, será apresentada no Teatro Sindipetro, de 29 a 31 de outubro, e no Teatro Firjan Sesi, de 3 a 6 de novembro, com sessões gratuitas voltadas a estudantes da rede pública entre 10 e 14 anos.
O espetáculo integra os Projetos ImaginaLab e Ciência na Escola, e promete envolver o público com uma fábula que mistura poesia, humor e crítica social. No enredo, Iara vive em um lixão que já foi floresta. Sua amizade com Barbye e o encontro com personagens misteriosos despertam reflexões sobre identidade, consumo e natureza.
Um dos diretores da peça é o biólogo e professor Rafael Nogueira Costa, do Nupem/UFRJ, reconhecido pela Faperj no Programa Jovem Cientista do Nosso Estado 2025. Ele define a obra como uma experiência transformadora. “É uma peça cheia de brasilidade, vibrante e emocionante. O texto fala com o público de várias formas, e quem assistir vai sair diferente. É um convite à sensibilidade e ao cuidado com o planeta”, afirmou.
As escolas interessadas podem inscrever suas turmas para as sessões das 8h e 10h através do link disponível no portal da UFRJ Macaé.
Com direção de Leonardo Moreira e Rafael Nogueira Costa, o espetáculo conta ainda com Mariana Ladeira na direção de arte, e um elenco formado por Sofia Mendes, Vitória Aíssa e Adriano Uzah. A produção é de Kembelly de Azevedo, com pesquisa de imagem e vídeo de Adrielly Couto.
A iniciativa tem apoio do Nupem/UFRJ, Faperj, CNPq, Capes e Peld, além do apoio institucional da Prefeitura de Macaé.
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