Skandi Amazonas chega ao estaleiro Renave, em Niterói, após meses encalhado na Praia Campista, em MacaéFoto: Reprodução da Internet

Macaé - O estaleiro Renave, em Niterói, tornou-se o novo destino do Skandi Amazonas depois de meses de espera no litoral de Macaé. O navio de apoio offshore chegou à Baía de Guanabara após uma operação de reboque pela costa fluminense e agora será submetido a uma série de avaliações técnicas e perícias que poderão definir se a embarcação ainda tem condições de voltar ao mar ou se seguirá para desmontagem e reciclagem.
A chegada ao estaleiro encerra uma das etapas mais complexas da operação iniciada no litoral macaense, onde o Skandi Amazonas permaneceu encalhado na Praia Campista. O deslocamento começou em 6 de agosto, após uma preparação que envolveu mergulhadores, reparos no casco e o bombeamento controlado da água acumulada em compartimentos internos.
Antes de seguir para Niterói, a embarcação passou por pontos estratégicos para garantir sua estabilidade durante a remoção. Entre eles estiveram a Ilha de Santana, em Macaé, e a região da Praia do Forno, em Arraial do Cabo.
O trajeto pela costa foi acompanhado pela Marinha do Brasil, por meio do Comando do 1º Distrito Naval, e pela Capitania dos Portos de Macaé. O monitoramento teve como objetivo garantir a segurança da operação e reduzir riscos durante o reboque até a Baía de Guanabara.
Segundo as informações das autoridades marítimas, o navio permaneceu estável durante o deslocamento, sem registro de acidentes com pessoas ou de contaminação ambiental.
Agora, dentro das instalações do Renave, o Skandi Amazonas entra em uma fase decisiva. Engenheiros navais e peritos deverão examinar o casco, a estrutura e os sistemas da embarcação para determinar as condições do ativo e os próximos passos.
A avaliação ganha ainda mais importância porque o navio foi declarado como perda total construtiva. A classificação ocorre quando o custo estimado para recuperar uma embarcação ultrapassa o limite previsto na apólice de seguro.
Mesmo sob propriedade da armadora DOF, o Skandi Amazonas poderá ter dois destinos principais após as análises: uma eventual recuperação, caso seja considerada tecnicamente e economicamente viável, ou o desmonte da estrutura, com reaproveitamento e reciclagem de componentes.
A chegada ao Renave representa, portanto, uma mudança de cenário para o navio que passou meses encalhado em Macaé. Depois de deixar o litoral onde permaneceu imobilizado, a embarcação agora será analisada em terra para que especialistas definam o que poderá acontecer com ela.