Facebook permitia a fabricantes de celulares acesso a perfis de usuários da rede

Dados foram abertos até para China

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Rede social de Mark Zuckerberg vive em meio a polêmicas desde março -

Estados Unidos - O Facebook reconheceu que dezenas de grupos de tecnologia, incluindo Amazon e Apple, tiveram acesso a dados de seus usuários. Até mesmo fabricantes de celulares chineses, apontados pela Segurança Nacional dos Estados Unidos como uma ameaça, estão entre as empresas com que a rede social compartilhou dados. O compartilhamento abrangia os usuários que permitiam o acesso aos dados e todos os amigos deles - que não eram consultados, admitiu a companhia de Mark Zuckerberg.

Entre as empresas beneficiadas está a chinesa Huawei, que teve acesso a dados do Facebook para que o aplicativo da rede fosse instalado em seus smartphones. "O Facebook, ao lado de muitas outras empresas de tecnologia americanas, trabalhou com eles e outros fabricantes chineses para integrar nossos serviços a estes telefones", afirmou o diretor de parcerias mobile do Facebook, Francisco Varela, em um comunicado divulgado ontem.

Quase 60 fabricantes de celulares, como Apple, Blackberry, Microsoft e Samsung, trabalharam com a rede social para adaptar seus telefones ao Facebook, explicou a empresa.

O Facebook, bloqueado na China desde 2009, também fez acordos de acesso "controlado" aos dados com outras empresas chinesas, como a Lenovo (que adquiriu a Motorola), segundo Varela.

A Huawei negou que tenha vínculos com o governo chinês, mas isso não foi o suficiente para reduzir a preocupação dos americanos, que temem que a companhia possa ser usada para espionagem ou mesmo para ataques à infraestrutura física e digital dos Estados Unidos.

"A notícia de que o Facebook forneceu acesso privilegiado à API do Facebook para fabricantes de dispositivos chineses como Huawei e TLC levanta preocupações legítimas, e estou ansioso para saber mais sobre como o Facebook garantiu que as informações sobre seus usuários não fossem enviadas para servidores chineses", disse o senador Mark Warner, vice presidente do Comitê de Inteligência dos Estados Unidos.

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