Venezuela bloqueia sinal da emissora alemã DW

Outros meios estrangeiros já haviam sido barrados nos últimos anos na Venezuela, como a emissora americana CNN. Alemanha está entre os países que reconhecem Juan Guaidó como presidente interino

Por ESTADÃO CONTEÚDO

Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro
Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro -

Caracas - As autoridades da Venezuela determinaram o bloqueio do sinal da emissora alemã Deutsche Welle em espanhol, confirmou neste domingo o próprio meio de comunicação. A Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) "eliminou o sinal da Deutsche Welle (DW) em espanhol da rede de cabo desse país", afirma a televisão alemã em nota.

Diretor-geral do canal, Peter Limbourg pediu que o governo venezuelano possa "restabelecer o sinal do canal". Limbourg, citado no comunicado, destacou a atenção que tem tido a cobertura jornalística da DW na Venezuela, sobretudo com o programa diário sobre a atualidade do país latino-americano.

O Conatel não emitiu nenhum comunicado oficial sobre o bloqueio do sinal da Deutsche Welle. Outros meios estrangeiros já haviam sido barrados nos últimos anos na Venezuela, como a emissora americana CNN em espanhol.

A Alemanha está entre os mais de 50 países que reconhecem como presidente interino o líder oposicionista Juan Guaidó, que se declarou presidente encarregado em 23 de janeiro, argumentando que a reeleição de Maduro em maio passado para novo mandato de seis anos foi fraudulenta.

Em 6 de março, o governo venezuelano determinou a expulsão do embaixador da Alemanha em Caracas, Daniel Kriener, por supostos "atos recorrentes de ingerência em assuntos internos".

A ordem ocorreu dois dias após Kriener comparecer junto com outros diplomatas ao aeroporto internacional de Caracas para presenciar a chegada ao país de Guaidó, chefe da Assembleia Nacional, após um giro por países sul-americanos. Guaidó pressiona Maduro a deixar o posto para que se instaure um governo de transição, com eleições livres à frente. O presidente, por sua vez, diz que Guaidó é parte de um complô dos EUA para derrubá-lo

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