García: 'Deixo meu cadáver'

Carta é lida por uma das filhas durante velório do ex-presidente peruano, que se suicidou

Por O Dia

O ex-presidente do Peru Alan García, que se suicidou para evitar ser preso, deixou uma carta em que diz que sua detenção seria uma humilhação pessoal e que ele não iria sofrer essa injustiça.

O corpo de García, suspeito de fazer parte de esquemas de corrupção da construtora Odebrecht no Peru, foi velado ontem e anteontem. A carta foi lida por uma das filhas dele, Luciana:

"Não tenho porque aceitar vexames. Eu vi outros desfilarem algemados mantendo sua miserável existência, porém Alan García não tem porque sofrer essas injustiças e circos. Lhes deixo meu cadáver como uma mostra de desprezo aos meus adversários".

Pouco depois, milhares de simpatizantes seguiram o cortejo. O funeral foi antecedido de outra tragédia. Oito pessoas morreram e 40 ficaram feridas em acidente com o ônibus que os levava ao cemitério.

 

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