Seis turistas brasileiros morrem intoxicados no apartamento que alugaram no Chile

Grupo de parentes passava férias em Santiago, passou mal e chegou a acionar o cônsul brasileiro no país; a suspeita é de que uma intoxicação por monóxido de carbono matou o grupo

Por O Dia

Família de Biguaçu, Santa Catarina, passava férias em Santiago do Chile
Família de Biguaçu, Santa Catarina, passava férias em Santiago do Chile -
Rio -  Seis brasileiros que visitavam o Chile foram encontrados mortos na quarta-feira no sexto andar do edifício em que se hospedavam na área Central de Santiago. Eles haviam alugado o apartamento, entre as ruas Santo Domingo e Mosqueto, no bairro Bellas Artes, por meio da plataforma digital Airbnb. A suspeita é de que uma intoxicação por monóxido de carbono matou o grupo.

A polícia confirmou que os seis mortos são um casal com dois filhos adolescentes, de 14 e 15 anos, e um casal de adultos. Quatro deles moravam em Santa Catarina. Os outros dois viviam em São Paulo. Eles chegaram ao aeroporto de Santiago no dia 19 de maio. Segundo a Polícia Civil de Santa Catarina, o grupo estava no país em comemoração de aniversário de 15 anos da adolescente, filha do casal catarinense.
Adriane Padilha Kruger e Jonathas Muniz compartilharam foto de viagem ao Chile - Reprodução/ Facebook
Identidade das vítimas:
Fabiano de Souza, 41 anos (pai dos adolescentes e marido de Débora), morava em Biguaçu (SC)
Débora Muniz, 38 anos (mãe dos adolescentes e mulher de Fabiano), morava em Biguaçu (SC)
Caroline Nascimento de Souza, que completaria 15 anos esta semana, morava em Biguaçu (SC)
Felipe Nascimento de Souza, 13 (filho de Fabiano e Débora), morava em Biguaçu (SC)
Jonathas Nascimento Krueger, 30 anos (catarinense irmão de Débora e marido de Adriane), morava em São Paulo
Adriane Krueger (goiana mulher de Jonathas), morava em São Paulo
Família de Biguaçu, Santa Catarina, passava férias em Santiago do Chile - Reprodução/ Facebook
Os investigadores realizam perícias dentro do edifício, colhem o depoimento de vizinhos e do dono do apartamento, enquanto os corpos são examinados pelos peritos.
Os turistas sentiram mal-estar e chegaram a pedir ajuda ao cônsul brasileiro, que se dirigiu ao local, acompanhado de efetivos da polícia. Quando chegaram, os agentes precisaram entrar à força no apartamento, onde encontraram os corpos.
Bombeiros evacuaram prédio em que família brasileira foi morta - Reprodução
O corpo de bombeiros procedeu à evacuação imediata do edifício. Depois, foram feitas medições no apartamento, onde se descobriram altas concentrações de monóxido de carbono, gás que não tem cheiro e cuja inalação provoca a morte.

Quando a Polícia entrou no local, notou que todas as janelas estavam fechadas, o que teria provocado a grande concentração do gás, explicou Soto.
Felipe Ailton Nascimento de Souza tinha onze anos - Reprodução/ Facebook
Os policiais isolaram as ruas vizinhas ao prédio e iniciaram uma investigação para confirmar as causas das mortes dos turistas, enquanto os bombeiros faziam buscas por possíveis vazamentos de gás no local.
A plataforma Airbnb disse que presta apoio à família e que a manutenção dos imóveis são de responsabilidade dos anfitriões. “Estamos profundamente consternados com este trágico incidente. Nós nos solidarizamos com os familiares e estamos em contato para prestar todo apoio necessário aos familiares neste momento difícil. A segurança de nossa comunidade de viajantes e anfitriões é a nossa total prioridade.” Eles enviaram o link com a cartilha de segurança do site do Airbnb.  
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Família de Biguaçu, Santa Catarina, passava férias em Santiago do Chile Reprodução/ Facebook
Bombeiros evacuaram prédio em que família brasileira foi morta Reprodução
Família de Biguaçu, Santa Catarina, passava férias em Santiago do Chile Reprodução/ Facebook
Adriane Padilha Kruger se casou com Jonathas Muniz, tio das crianças, em 2016 Reprodução/ Facebook
Adriane Padilha Kruger e Jonathas Muniz compartilharam foto de viagem ao Chile Reprodução/ Facebook
Felipe Ailton Nascimento de Souza tinha onze anos Reprodução/ Facebook

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