Eclipses lunares: 12 fatos, mitos e curiosidades

Por REVISTA PLANETA

Várias culturas temiam esses fenômenos, mas foi um eclipse lunar que salvou a vida de Colombo e de sua tripulação na Jamaica

 

Ao longo dos tempos, os eclipses – sejam eles solares ou lunares – têm causado fascínio e temor nos mais variados cantos da Terra. Conheça a seguir 12 fatos e curiosidades sobre os momentos em que a Terra se interpõe entre o Sol e a Lua, ocultando esta última.

* Em 1503, os navios de Cristóvão Colombo encalharam na Jamaica. Durante o ano em que os europeus esperavam pelo resgate, os nativos cuidaram deles. Mas chegou um momento em que os índios cansaram de alimentá-los. Colombo tinha um almanaque a bordo e sabia que um eclipse lunar aconteceria em breve. Pouco antes do fenômeno, em 1º de março de 1504, ele disse aos índios que seu deus estava com raiva e lhes mostraria isso naquela noite. Quando nosso satélite ficou eclipsado, os nativos prometeram continuar a garantir o sustento dos navegantes se o deus de Colombo restaurasse a Lua.

* Os budistas tibetanos acreditam que as boas (e más) ações praticadas durante um eclipse lunar são multiplicadas por mil.

* Para os antigos chineses, um eclipse lunar significava que o Dragão (energia solar, masculina) estava tentando devorar a Lua (energia feminina).

* De acordo com um mito sul-africano, o Sol e a Lua lutam durante um eclipse. Cabe às pessoas se unirem e encorajarem os dois corpos celestes a resolver sua disputa.

* Baseadas na crença de que a Lua controla e regula a vida na Terra, muitas tribos norte- americanas afirmam que os eclipses lunares são um sinal de transformação. Para os navajos, por exemplo, essas ocasiões servem para restaurar o equilíbrio do universo e são celebradas com cantos, danças e convivência em família.

 

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* A tribo hupa, do norte da Califórnia, acreditava que a Lua, uma divindade masculina, tinha 20 esposas e diversos animais de estimação – a maioria dos quais eram onças-pardas e cobras celestiais. Quando a Lua não lhes trazia comida suficiente, eles a atacavam, fazendo-a sangrar e parecer vermelho. O eclipse terminaria quando as esposas da Lua viessem em seu socorro.

* Uma descrição de eclipse está no capítulo 2, versículo 31 do Livro de Joel (parte do Antigo Testamento): “O Sol se converterá em trevas, e a Lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor”.

* Na Índia, há pessoas que evitam cozinhar, comer e beber durante os eclipses lunares. Elas acreditam que a comida fica 28 dias mais velha, embora sua aparência se mantenha a mesma, e pode se tornar tóxica.

* Em várias culturas, as grávidas são aconselhadas a ficar em casa quando a Lua fica escura por medo de que o feto seja amaldiçoado. Elas também devem se afastar do trabalho doméstico, pois se acredita que o uso de uma faca ou outro objeto afiado cause marcas de nascença.

* Adeptos do paganismo e da wicca acreditam que feitiços executados durante eclipses, tanto solares quanto lunares, estão num patamar superior ao dos demais e exigem um praticante mais experimentado. Segundo essas crenças, a magia relacionada a poderes psíquicos se torna mais poderosa durante um eclipse lunar.

* Os incas acreditavam que as Luas de Sangue ocorriam quando um jaguar mitológico atacava e comia a Lua. Para afugentar o animal, as pessoas agitavam lanças e faziam seus cães latirem no céu noturno.

Na verdade, a chamada Lua de Sangue ocorre quando nosso satélite, totalmente eclipsado, parece vermelho porque a luz do Sol passa pela atmosfera da Terra, a qual filtra o segmento do verde ao violeta do espectro de luz. Sobra apenas uma névoa vermelha para colorir a paisagem lunar.

* Mesmo no Ocidente dos dias de hoje, há pessoas que atribuem aos eclipses lunares graves infortúnios. O pastor americano Paul Begley, por exemplo, viu na Lua de Sangue de 27 de julho de 2018 um sinal da chegada do apocalipse. Ele postou no YouTube um vídeo para avisar seus seguidores sobre o fim da Terra, no qual declarou que Deus “havia falado com ele” e lhe dissera para “verificar a Lua de Sangue” em junho de 2018.

Begley afirmou ter descoberto que a Lua de Sangue “estava acontecendo em Jerusalém”, o que, para ele, era um indicador claro de que os Quatro Cavaleiros do Apocalipse estavam se preparando para deflagrar o Fim dos Dias. “Então você não pode desmentir o que estou dizendo”, disse ele no vídeo. “Você não pode. Tudo o que estou dizendo é factual, real.” Como se sabe, porém, o mundo não acabou em 2018.

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