Outras 27 ficaram feridasReprodução
"Os alunos estavam se preparando para um exame quando um homem-bomba atingiu a escola. Infelizmente, 20 pessoas foram martirizadas e outras 27 ficaram feridas", disse Zadran. O local atacado prepara alunos, de 18 anos ou mais, para provas de acesso às universidades.
Até o momento, nenhuma formação ou grupo terrorista reivindicou a responsabilidade por esses ataques, embora o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) — o principal rival do Talibã desde a tomada do Afeganistão em agosto de 2021 — tenha tradicionalmente essa minoria na mira.
O EI considera os xiitas apóstatas — pessoas que renunciam ou renegam uma crença ou religião da qual faziam parte — e realizou vários ataques contra eles, especialmente visando locais de culto, como mesquitas.
Em 10 de setembro, pelo menos cinco pessoas ficaram feridas em duas explosões em Dasht-e-Barchi, enquanto o EI reivindicou a responsabilidade por um ataque com explosivos em uma mesquita xiita em 21 de abril, no qual 33 pessoas morreram e outras 43 ficaram feridas durante o Ramadã.
Naquela mesma semana, outras seis pessoas morreram e quinze ficaram feridas após um ataque com explosivos em vários centros educacionais da minoria xiita Hazara no oeste de Cabul.
Desde que chegou ao poder, o Talibã lançou várias operações contra o EI em várias partes do país, com o intuito de mostrar que seu retorno também significou o fim da violência. A garantia de segurança e controle do jihadismo foi uma das grandes demandas do Talibã nos territórios sob seu controle durante a guerra com o governo deposto e as forças internacionais.






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