Nicolás Maduro, presidente da VenezuelaAFP
Na semana passada, o presidente havia dado um prazo de 72 horas para que o TikTok retirasse do país os "desafios criminosos" que circulam na plataforma. Maduro também destacou que o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) iniciou um processo em decorrência das mortes dos três menores e que as autoridades reguladoras das comunicações no país estão em contato com o TikTok.
"Pela primeira vez, o TikTok América Latina responde a uma carta de alerta e protesto contra a difusão de conteúdos que causam danos às pessoas e à sociedade. Acho que estamos de acordo que isso precisa acabar", apontou Maduro.
O presidente tem considerado a possibilidade de bloquear o acesso ao TikTok na Venezuela e pediu aos pais que eduquem os filhos sobre "o caráter pernicioso das redes sociais".
O TikTok também está sob escrutínio de outros países, como Canadá, Brasil e Estados Unidos, onde as autoridades suspeitam que o aplicativo seja usado para espionagem ao coletar informações pessoais, além de servir como instrumento de propaganda chinesa. A plataforma, pertencente à empresa chinesa ByteDance, nega essas acusações.
Em 8 de agosto, Maduro ordenou o bloqueio da rede social X, acusando o magnata Elon Musk, dono da plataforma, de promover a desestabilização do país em meio a uma crise pós-eleitoral marcada por denúncias de fraude, após ser proclamado para um terceiro mandato consecutivo.
Semanas depois, a plataforma foi desbloqueada para operadoras privadas de internet, mas permanece restrita para usuários da empresa estatal de telecomunicações Cantv.
Maduro também convocou um boicote ao aplicativo de mensagens WhatsApp, da Meta. Ele acusou essas plataformas de incitar o ódio e promover "antivalores". O governo chavista busca regular as redes sociais por meio de leis atualmente em discussão no Parlamento, controlado por aliados de Maduro.

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