Repórter foi levado por seguranças na sala de imprensaReprodução/Decensored.News

O repórter independente Sam Husseini foi expulso de uma entrevista em coletiva na despedida do secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, nesta quinta-feira (16). Enquanto estava sendo levado por homens que faziam a segurança do local, o jornalista chamou o executivo de criminoso.
Inicialmente, Husseini interrompeu a fala do secretário e questionou se ele reconhecia que as Convenções de Genebra, que aconteceram de 1864 a 1949, se aplicam aos palestinos. Essas convenções são uma série de acordos que definem as normas para leis relativas ao Direito Humanitário Internacional.
Neste momento, Blinken disse que responderia às perguntas "em um instante". Na sequência, Husseini justificou as interrupções que fazia alegando que já havia sido informado que suas perguntas não seriam respondidas.
Após a sequência de interrupções, três homens se aproximaram do jornalista para levá-lo da sala. Ele seguia gritando seus questionamentos. Neste momento, Blinken pediu para que ele respeitasse "o processo".
"Respeite o processo? Todo mundo, da Anistia Internacional Internacional ao ICJ, dizendo que Israel está fazendo genocídio e extermínio. E você está me dizendo para respeitar o processo? Criminoso! Por que vocês não estão em Haia? Por que vocês não estão em Haia? Por que vocês não estão em Haia?", gritou fazendo alusão ao Tribunal Penal Internacional, que fica em Haia, na Holanda. Confira:
O jornalista falou sobre o ocorrido em sua página do X. Ele justificou que era a última aparição de Biden e ressaltou que não é um "vaso de planta".
"Era a última aparição de Blinken. Como eu disse, Miller me disse que eles não vão responder minhas perguntas. Fui até outros funcionários e jornalistas para reclamar. Ninguém ofereceu nenhuma solução. Eu não sou um estenógrafo. Eu não sou um vaso de planta. Eu não vou ser cúmplice do meu próprio silenciamento e do silenciamento de tantos que dependem de pessoas como eu", escreveu.
Mortes em Gaza
O Ministério da Saúde de Gaza informou, neste sábado (18), que pelo menos 23 pessoas morreram nas últimas 24 horas no território palestino governado pelo Hamas, poucas horas antes de um cessar-fogo com Israel entrar em vigor na manhã de domingo.

Esse número eleva o número total de mortos para 46.899 em mais de 15 meses de conflito, diz o comunicado.

No total, 110.725 pessoas ficaram feridas na Faixa de Gaza desde o início da guerra, que eclodiu após o ataque sem precedentes do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023.