Le Scouarnec disse que está preparado "para reconhecer alguns estupros"Reprodução
Nesta segunda, no tribunal de Vannes, no oeste da França, houve o comparecimento do diretor de investigação do caso, que falou sobre os arquivos nos quais o acusado documentava meticulosamente as agressões a suas vítimas, que tinham uma idade média de 11 anos.
Os textos estão em diários íntimos que os investigadores encontraram nos computadores de Le Scouarnec quando o prenderam em 2017, em virtude de uma denúncia por estupro de uma menina de seis anos. Junto a esses arquivos havia 30 mil imagens e vídeos.
Além de uma grande quantidade de imagens de pedofilia, "pudemos encontrar nos HDs fotos e vídeos de todo tipo. Ele olhava imagens muito violentas, de enforcamentos, de decapitação de pessoas", declarou o diretor da investigação, que também mencionou imagens "de atos de crueldade animal".
Le Scouarnec enfrenta 111 acusações de estupro e 189 de agressão sexual entre 1989 e 2014, agravadas pelo fato de que abusou de sua posição de médico e de que as vítimas eram frequentemente menores de 15 anos (256 de 299).

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