China considera Taiwan parte de seu território, apesar de a ilha ter governo próprio desde 1949Reprodução
China ameaça reforçar cerco a Taiwan se movimento separatista crescer
Porta-voz militar diz que exército atua para promover a reunificação, alertando os independentistas a não avançarem em direção ao que chamou de 'beco sem saída'
O Exército chinês afirmou neste domingo (9) que apertará o cerco sobre Taiwan caso o movimento separatista na ilha de governo democrático se fortaleça, informou a mídia estatal. "Quanto mais desenfreados os separatistas da 'independência de Taiwan' se tornam, mais apertada fica a corda em volta de seus pescoços e mais afiada fica a espada pendurada sobre suas cabeças", declarou o porta-voz militar Wu Qian durante as "Duas Sessões", o maior evento político anual da China, segundo a agência Xinhua.
Wu reforçou que o exército chinês atua para "combater o separatismo e promover a reunificação", alertando os independentistas a não avançarem em direção ao que chamou de "beco sem saída". "Eles chegaram à beira de um precipício (...). Se persistirem na direção errada, encontrarão seu fim", afirmou.
A China considera Taiwan parte de seu território, apesar de a ilha ter governo próprio desde 1949. Pequim não descarta o uso da força para retomar o controle da região.
As declarações ocorrem no contexto das "Duas Sessões", reuniões parlamentares que reúnem milhares de delegados em Pequim. Durante o evento, o governo chinês anunciou um aumento de 7,2% no orçamento militar para 2025, mantendo o mesmo ritmo de crescimento do ano passado.
Wu Qian descreveu o investimento em defesa como "limitado" e afirmou que os recursos visam o desenvolvimento de "forças de combate" e melhorias em reconhecimento, ataques e apoio em operações militares.
Nos últimos anos, a China tem intensificado a pressão sobre Taiwan, realizando exercícios militares de larga escala, enviando aviões e navios para a região e promovendo simulações de ataque. No final de fevereiro, o Ministério da Defesa de Taiwan denunciou exercícios de fogo real da Marinha chinesa a 74 km da ilha. Pequim respondeu classificando as manobras como "treinamento de rotina" e acusou Taiwan de promover uma campanha de propaganda.
Na última sexta-feira (8), o principal diplomata chinês, Wang Yi, reafirmou que a reunificação completa da China é uma "aspiração comum de todo o povo chinês". "É a tendência geral da história e uma causa justa", concluiu.

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