Primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, determinou nova operação com intensos bombardeios em GazaAFP
O Exército israelense anunciou no fim de semana uma nova operação em Gaza com "amplos bombardeios", para derrotar o movimento islâmico palestino Hamas, que governa o território devastado e desencadeou a atual guerra com o ataque contra Israel em 7 de outubro de 2023.
O anúncio do Exército segue a linha do plano aprovado no início de maio pelo gabinete de segurança israelense, que inclui a "conquista" do território e o deslocamento de sua população.
"Os combates são intensos e estamos progredindo. Tomaremos o controle de todo o território da Faixa", declarou o chefe de Governo israelense em um vídeo divulgado em sua conta no Telegram.
"Não vamos ceder. Mas para ter sucesso, temos que agir de forma que não nos detenham", acrescentou, ao explicar o que levou Israel a anunciar no domingo a entrada limitada de ajuda humanitária no enclave bombardeado.
"Não devemos deixar que a população caia na fome, nem por razões práticas, nem por razões diplomáticas", declarou no mesmo vídeo. Ele explicou que "os amigos" de Israel disseram que não tolerariam "/imagens de fome em massa" em Gaza.
Além da ofensiva implacável, Israel impõe um bloqueio a Gaza desde 2 de março, que impede a entrada de insumos básicos no território de 2,4 milhões de habitantes.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou nesta segunda-feira para o crescente risco de fome no território.
Há "dois milhões de pessoas morrendo de fome" em Gaza, apesar das "toneladas de comida bloqueadas na fronteira", destacou.
O movimento islamista negocia da maneira indireta com Israel para alcançar um cessar-fogo, em conversações que acontecem no Catar, um dos países mediadores ao lado do Egito e dos Estados Unidos.
Mas as negociações não apresentaram resultados até o momento. As conversações conseguiram apenas uma primeira trégua de uma semana no final de 2023 e outra de dois meses no início deste ano, que acabou quando Israel retomou sua ofensiva em março.
As equipes de emergência de Gaza informaram nesta segunda-feira que os bombardeios israelenses mataram 22 pessoas nas últimas horas em diferentes pontos do território.
O Exército israelense anunciou que sua aviação atingiu no domingo mais de "160 alvos terroristas" na Faixa de Gaza, incluindo postos de lançamento de mísseis antitanque e infraestruturas subterrâneas.
"Temos que dizer 'basta' ao governo israelense", reagiu no sábado Antonio Tajani, o ministro das Relações Exteriores da Itália, após a intensificação da ofensiva.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, fez um apelo no mesmo dia para "redobrar nossa pressão sobre Israel para interromper o massacre em Gaza".

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