Política comercial de Trump gera temores de uma recessão e de disparada inflacionáriaAFP
A política comercial de Trump gera temores de uma recessão e de disparada inflacionária. Cada anúncio de novas tarifas provoca nervosismo e volatilidade nos mercados financeiros.
Von der Leyen "acabou de me ligar (...) e pediu uma prorrogação da data de 1º de junho e me disse que quer iniciar negociações sérias", declarou Trump aos repórteres antes de embarcar no Air Force One em Morristown, Nova Jersey.
"Eu aceitei", acrescentou.
Von der Leyen anunciou na rede social X que teve uma conversa positiva com Trump, mas que para chegar a um bom acordo a UE precisa de um adiamento até 9 de julho.
"A Europa está disposta a avançar nas negociações de forma rápida e decisiva. Para chegar a um bom acordo, precisaremos de tempo até 9 de julho", declarou Von der Leyen.
"A União Europeia e os Estados Unidos têm as relações comerciais mais importantes e próximas no mundo", acrescentou.
As Bolsas na Europa e nos Estados Unidos fecharam com perdas após o anúncio de Trump na sexta-feira, Nesta segunda-feira, os mercados europeus celebraram a prorrogação.
O índice CAC 40 de Paris avançava 1,1% nas primeiras operações e o DAX de Frankfurt ganhava 1,6%, em um dia em que Londres e Wall Street estão fechados por um feriado.
Jochen Stanzl, analista da CMC Markets, destacou que o adiamentos são um "padrão de Trump".
"O mercado parece dançar ao ritmo de Trump: primeiro a ameaça, depois um passo para trás, seguido rapidamente de uma recuperação, já que os investidores especulativos antecipam as concessões do presidente americano", destacou Stanzl.
Trump lamentou que as negociações comerciais com o bloco europeu "não estavam indo a lugar nenhum" e acusou os europeus de "se aproveitarem" dos Estados Unidos.
O ministro das Finanças da Alemanha, Lars Klingbeil, pediu no domingo um processo de "negociações sérias" e disse que conversou com o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, sobre a questão.
"Não precisamos de mais provocações, e sim de negociações sérias", declarou Klingbeil ao jornal Bild.
"As tarifas americanas colocam em perigo a economia americana, tanto quanto a alemã e a europeia", advertiu.

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