Uma jovem americana de Illinois, conhecida pelo apelido de Teej, se dedica a um hobby incomum: colecionar bonecas que, segundo ela, são "possuídas por espíritos". Até hoje, já são 54 exemplares em sua coleção, mas com um critério rigoroso - todos devem manifestar apenas "intenções positivas".
Teej se define como paranormal e explica que, antes de adquirir um novo brinquedo, pesquisa a fundo a história do suposto espírito ligado à peça. Ela diz que essa abordagem garante uma convivência respeitosa e segura dentro de casa.
"Passei muito tempo pesquisando e lendo sobre elas, tentando entender cada caso. Escolhi trabalhar apenas com espíritos positivos na minha casa por causa dos relacionamentos que se desenvolvem naturalmente com o tempo. Muitos desses espíritos têm um desejo genuíno de se comunicar e serem reconhecidos, e isso abre as portas para conexões significativas e respeitosas. Nós os tratamos com respeito e, em troca, eles fazem o mesmo", declarou, em entrevista ao site americano What’s The Jam.
Além da coleção, Teej compartilha no perfil no TikTok histórias sobre as experiências com as bonecas e com outros locais que visita regularmente, como casarões antigos e cemitérios considerados "assombrados". Ainda assim, ela garante que sua casa é um espaço seguro, livre de qualquer espírito que possa causar dano. "Ao estabelecer limites claros, consigo me manter aberta a experiências paranormais e ao mesmo tempo garantir o conforto e a paz do lar", explicou.
Recentemente, Teej também se manifestou sobre a polêmica turnê que exibe a famosa boneca "assombrada" Annabelle pelos Estados Unidos. A Raggedy Ann, que inspirou a série de filmes "Annabelle" e "Invocação do Mal", ficou conhecida após ser investigada pelo casal de demonologistas Ed e Lorraine Warren, e passou décadas guardada numa caixa de vidro no Museu Oculto dos Warrens, em Monroe, no estado de Connecticut.
"Se eu acredito que Annabelle é responsável por toda a tragédia pela qual ela está sendo culpada agora? Absolutamente não", afirmou Teej.
Para ela, a imagem de Annabelle, e de outras bonecas assombradas, foi amplificada pelo cinema e pela cultura pop, muitas vezes sem evidências concretas que sustentem as histórias de terror.
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