O presidente de Harvard, Alan Garber, foi muito aplaudido, nesta quinta-feira (29), durante uma cerimônia de formatura, ao mencionar os estudantes internacionais que estavam presentes com suas famílias. De acordo com ele, era "como deveria ser".
A universidade vem passando por uma série de polêmicas envolvendo o presidente Trump. Ao contrário de outras universidades, Harvard recorreu aos tribunais para anular as medidas, que, segundo o governo, visam combater o antissemitismo e invalidar as políticas de diversidade, equidade e inclusão, consideradas como esquerdistas.
Em frente a um grande palco, fechado ao público em geral por motivo de segurança, milhares de alunos, professores e convidados se reuniram para ouvir os discursos, incluindo um totalmente em latim.
Muitos alunos da Harvard Kennedy School of Government seguravam balões de plástico que simbolizavam a composição internacional do seu corpo discente.
"Nos últimos dois meses, tem sido muito difícil, tenho me sentido muito vulnerável", disse Lorena Mejia, de 36 anos, que concluiu um mestrado em administração pública e usava uma beca que a identificava como colombiana.
Nesta quinta-feira, a juíza Allison Burroughs, de Massachusetts, afirmou em audiência que vai prorrogar a suspensão cautelar do veto a estudantes estrangeiros, que concedeu depois que a universidade recorreu à Justiça para impugnar a medida. O objetivo é oferecer "alguma proteção aos estudantes estrangeiros" enquanto a unidade de ensino superior e o governo Trump se preparam para apresentar seus casos, declarou.
"Queremos nos certificar de que não haja mais truques", disse o advogado de Harvard, Ian Gershengorn, acrescentando que os alunos "estão apavorados e já temos pessoas sendo transferidas" para outras universidades.
Garber reconheceu que a instituição de ensino superior tem problemas com o antissemitismo, mas também com a islamofobia, e declarou que trabalha para garantir que uma variedade de pontos de vista possa ser expressada com segurança no campus.
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