Patrick Lannon, um dos jurados do caso, afirmou que a perda era totalmente evitávelFreekpik

Um homem foi indenizado em US$ 5,6 milhões (cerca de R$ 31,6 milhões) após ter a perna amputada em um hospital no estado de Nova York, nos Estados Unidos. Inicialmente, Roger Altman e sua mulher haviam solicitado US$ 4,5 milhões de indenização, mas o júri decidiu aumentou o valor.
Segundo o escritório de advocacia Cherundolo, o processo teve origem em uma internação no pronto-socorro do hospital Samaritan Medical Center, em 6 de junho de 2018.
"Apesar dos sinais claros de doença grave e pressão arterial baixa, a intervenção para salvar a vida dele foi adiada. Em poucas horas, a circulação na perna de Altman se deteriorou além do reparo, exigindo uma amputação acima do joelho", afirmou o escritório.
De acordo com o jornal norte-americano "Seven News", o local da cirurgia infeccionou, e foi necessário um segundo procedimento para remover o restante da perna até o quadril.
Altman, que tinha 75 anos na época, era apaixonado por natação e gostava de viajar com a família. Segundo seus advogados, a amputação mudou sua rotina para sempre.
Patrick Lannon, um dos jurados do caso, afirmou que a perda era totalmente evitável.
"A perda da perna do Sr. Altman poderia ter sido evitada se medidas básicas, mas críticas, não tivessem sido negligenciadas pelo médico responsável por seu atendimento. Este veredicto envia uma mensagem clara de que os júris do norte do estado de Nova York estão dispostos a responsabilizar profissionais de saúde negligentes", disse.
Em nota enviada ao "Seven News", o hospital afirmou que "resultados adversos" podem ocorrer mesmo com atendimento de qualidade.
"O Samaritan Medical Center se esforça para fornecer atendimento de alta qualidade a todos os pacientes. No entanto, resultados adversos às vezes acontecem. Esta é uma circunstância infeliz, mas não podemos comentar diretamente sobre este processo judicial ativo ou qualquer situação relacionada às informações de saúde do paciente", declarou a diretora de comunicação e relações públicas, Leslie DiStefano.