Primeiro-ministro de Israel, Benjamin NetanyahuAFP/Vídeo
Segundo Netanyahu, o eventual desenvolvimento de bombas nucleares iranianas representaria uma ameaça existencial ao futuro dos israelenses. "Se o Irã tiver armas nucleares, nós não vamos existir aqui", alertou.
O primeiro-ministro assegurou ter informado os norte-americanos do ataque com antecedência. De acordo com ele, a expectativa era de que a operação ocorresse no final de abril, mas a data teve que ser adiada por "várias razões".
"Como parte das avaliações defensivas e ofensivas em todos os setores, e com o início da Operação 'Am Kalavi', as IDF começaram a recrutar soldados da reserva de várias unidades para vários setores de combate em todo o país", diz o comunicado.
O ataque não foi uma surpresa. O governo israelense danificou o sistema de defesa aérea iraniano durante seus ataques ao Irã no ano passado e planejou durante meses aproveitar a fragilidade de Teerã para realizar novos ataques.
Prevendo uma escalada regional, os EUA retiraram diplomatas do Iraque na quarta-feira (11) e autorizaram a saída voluntária de familiares de soldados americanos destacados em outras partes do Oriente Médio.
Durante anos, o Irã financiou milícias regionais que se opõem à existência de Israel e realizou ataques clandestinos contra a infraestrutura e os interesses israelenses.
A guerra oculta veio à tona depois do ataque terrorista do Hamas em Israel no dia 7 de outubro de 2023. O ataque resultou tanto na guerra em Gaza quanto num confronto regional mais amplo, que coloca Israel contra o Irã e seus representantes, incluindo o Hezbollah no Líbano, grupos armados no Iraque e os rebeldes Houthi no Iêmen.
O ataque israelense a um complexo controlado pelo Irã na Síria em abril de 2024 levou Teerã a disparar uma enorme barragem de mísseis contra Israel. O Irã lançou um ataque semelhante no outono passado, depois que Israel assassinou Ismail Haniyeh, um líder do Hamas, durante uma visita ao Irã no verão passado, e depois matou Hassan Nasrallah, o líder do Hezbollah.

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