Grupo do Ministério Gileade de Macaé em Israel Reprodução/redes sociais

Rio - Um grupo do Ministério Gileade, em Macaé, na Região Norte Fluminense do estado do Rio de Janeiro, que estava em Israel participando de um retiro religioso, ficou preso na cidade na última sexta-feira (13), após as sirenes israelenses tocarem com o início dos ataques ao país.
Os 13 fiés quem embarcaram na semana passada para vivenciarem um retiro em Israel, sendo um dos alguns atrativos do turismo religioso no país, estava concentrado no deserto da Judéia, a leste de Jerusalém, junto de mais 11 fiéis do estado do Espírito Santo e da mesma congregação, quando ouviram as sirenes avisando sobre a chegada de drones vindos do Irã.
Sem muitas opções, o grupo precisou se abrigar em uma espécie de bunker do hotel em que estavam.

"Nós ouvimos a primeira sirene tocada na madrugada, às 03h. Saímos e fomos para um lugar seguro no hotel. Pela manhã nós nos reunimos para pensar melhor o que faríamos naquele exato momento", contou a pastora Elaine Cristina de 44 anos.
Segundo a líder religiosa, com o espaço aéreo da Jordânia fechado, o grupo recebeu a ajuda e orientação de um Judeu para que fossem direcionados à fronteira com o Egito para conseguir sair do país

"Pensamos em sair pela Jordânia, mas o espaço aéreo já estava fechado, da Síria e do Líbano também, e só haveria uma saída pelo Egito. Isso às 09h35 da manhã, o Irã já tinha enviado 100 drones para Israel, então, nós tínhamos que sair e chegar na fronteira com o Egito até à uma hora da tarde, onde conseguimos fazer a travessia e chegar no Egito. Daqui vamos pro Cairo, depois Dubai e enfim, Brasil", relatou Cristina.
Nas redes sociais, o pastor da Igreja Apostólica Ministério Gileade divulgou uma nota explicando que o grupo "já está fora da zona de conflito".
No último domingo (15), os fiéis foram para Dubai. "cumprimos a nossa missão celestial na cidade santa. (...) Vamos retornar ao Brasil na quarta-feira (18) pela manhã", afirmou.
 
Prefeitos
O prefeito de Macaé, Welberth Rezende (Cidadania), estava em comitiva com o prefeito de Nova Friburgo, Jonny Maycon (PL), e alguns secretários para participarem de uma feira de segurança à convite do governo Israelense e também acabaram se deparando com a guerra. 
Nesta terça-feira (17), Welberth Rezende publicou um vídeo nas redes sociais confirmando o retorno ao Brasil e que todos estão bem. 
Até o fechamento do espaço aéreo israelense, a saída ocorreu por via terrestre até a Jordânia na segunda-feira (16). De lá, o grupo embarcou de volta ao Brasil nesta terça. Parte da comitiva embarcou em um jato fretado pela Prefeitura de João Pessoa. Os demais integrantes seguiram em um voo comercial com destino ao Rio de Janeiro.
"Nesse momento estamos voltando para o Brasil e não poderia deixar de agradecer as mensagens de carinho. Que Deus possa retribuir em dobro cada mensagem positiva e de incentivo que recebemos durante esse momento turbulento que vivemos. Em breve estaremos em casa!", escreveu na legenda da publicação.
 

Origem do conflito
O conflito teve início após uma série de ataques de Israel contra o programa nuclear do Irã e suas forças armadas na última quinta-feira (12).
Israel afirma que a ofensiva era necessária antes que o Irã chegasse mais perto de construir uma arma nuclear, embora especialistas e o governo dos Estados Unidos tenham avaliado que Teerã não estava ativamente trabalhando em tal arma antes dos ataques.

Isso também desordenou as negociações entre os EUA e o Irã sobre um acordo nuclear, que iriam se encontrar no domingo (15). A reunião foi cancelada.