Donald Trump mediou o conflito entre Israel e Irã AFP

Segundo uma publicação de Donald Trump na rede social Truth Social, um acordo entre Israel e Irã foi selado nesta segunda-feira, 23. Nas próximas 24 horas, como diz a postagem, os dois países vão parar totalmente com os bombardeios em andamento. A guerra, que teve início há 12 dias, na quinta-feira, 11, terá seu fim decretado oficialmente nesta terça-feira, 24, segundo o presidente americano. Tanto israelenses, quanto iranianos não ficaram um dia sem se bombardear desde o início do conflito. 
Ainda de acordo com a postagem, o Irã vai começar o cessar-fogo na sexta hora a partir do horário da publicação (19h02, no horário de Brasília) e Israel, na 12ª hora. "A partir da 24ª hora, um fim oficial da guerra de 12 dias poderá ser celebrado pelo mundo", afirmou Donald Trump. 
O presidente americano relata, em seu post, que foi acordado que durante a trégua, cada país vai permanecer pacífico e respeitoso com relação ao outro. O prazo para a entrada em vigor do cessar-fogo foi estabelecido, segundo Trump, para que ambos os países possam concluir suas operações militares,
Até o momento, os governos de Israel e do Irã não confirmaram oficialmente o cessar-fogo.
'Guerra de 12 Dias'
O presidente dos Estados Unidos afirmou que o cessar-fogo terá início à 1h (horário de Brasília) e de que a expectativa é de o conflito se encerre em 24 horas. Na mensagem, Trump parabenizou os governos de Israel e do Irã por terem "a resistência, a coragem e a inteligência" para por fim à "Guerra de 12 Dias".
Na mesma postagem, Trump mencionou o risco que o conflito trouxe para o Oriente Médio e pediu que Deus abençoe Israel e Irã. 
"Esta é uma guerra que poderia ter durado anos e destruído todo o Oriente Médio, mas não destruiu e nunca destruirá! Deus abençoe Israel, Deus abençoe o Irã, Deus abençoe o Oriente Médio, Deus abençoe os Estados Unidos da América e Deus abençoe o mundo", disse o presidente dos Estados Unidos.
Ajuda do Catar
De acordo com a agência de notícias Reuters, citando uma fonte próxima das negociações, Trump e o vice-presidente dos EUA, JD Vance, discutiram com o emir do Catar, xeque Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, a proposta de cessar-fogo logo após o ataque iraniano à base norte-americana de Al-Udaid. Informaram ao líder catari que Israel tinha aceitado o plano e pediram que ele convencesse Teerã a concordar com os termos do acordo.
Ainda segundo a Reuters, uma autoridade iraniana confirmou a aceitação do cessar-fogo, apesar de Teerã ainda não ter se manifestado oficialmente.
Um alto funcionário da Casa Branca afirmou que Trump costurou o acordo com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante um telefonema. Na ocasião, Netanyahu disse que aceitaria o cessar-fogo desde que o Irã suspendesse os ataques a Tel-Aviv. A partir desse momento, o presidente norte-americano passou a articular a intermediação do Catar.
Guarda Revolucionária ameaça retaliação
Pouco depois do anúncio do cessar-fogo, a Guarda Revolucionária do Irã, tida como a força armada mais ideológica dos regime dos aiatolás, ameaçou os Estados Unidos com retaliações, caso o governo Trump realize novos ataques contra o território iraniano. Para analistas internacionais, o comunicado faz parte da estratégia de Teerã para garantir o cumprimento efetivo do acordo de suspensão das ações militares previstas nas negociações.