Imagem de satélite revela crateras de ataques aéreos em salas subterrâneas de centrífugas nuclearesAFP
Parlamento do Irã aprova suspensão da cooperação com agência de supervisão nuclear da ONU
Decisão, com ampla maioria, critica órgão por não condenar bombardeios de Israel e EUA
O Parlamento do Irã aprovou nesta quarta-feira (25) a suspensão da cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), informou a televisão estatal, após uma guerra de 12 dias em que Israel e Estados Unidos bombardearam as instalações nucleares do país.
"A AIEA, que se recusou inclusive a condenar minimamente o ataque às instalações nucleares do Irã, colocou em jogo sua credibilidade internacional", declarou o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf.
Em sua declaração, Ghalibaf anunciou que a Organização de Energia Atômica do Irã suspenderá a cooperação com a AIEA "até que seja garantida a segurança das instalações nucleares".
A decisão ainda requer a aprovação do Conselho de Guardiões, o órgão responsável por revisar a legislação.
No Parlamento, de 290 cadeiras, 221 legisladores votaram a favor e um optou pela abstenção. Não houve nenhum voto contra, segundo a televisão estatal.
Israel iniciou uma campanha aérea sem precedentes em 13 de junho contra o Irã, país que acusa de tentar desenvolver arma nuclear. Teerã nega as acusações e defende seu direito a um programa nuclear civil.
Na madrugada de domingo, os Estados Unidos bombardearam as instalações nucleares de Fordo, Natanz e Isfahan, uma ação com a qual se uniu à guerra de Israel contra a República Islâmica.
Após a votação desta quarta-feira, os deputados gritaram "Morte aos Estados Unidos" e "Morte a Israel", informou a televisão estatal.
Desde o início da guerra, as autoridades iranianas criticaram duramente a AIEA por não condenar os ataques israelenses.

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