Restrições de Israel à presença da imprensa em Gaza dificultam a verificação do número de vítimasBashar Taleb/AFP
Segundo Mohamad al Mughayir, responsável pela organização, 10 pessoas morreram após terem sido atingidas por disparos do Exército israelense enquanto esperavam para receber ajuda humanitária perto de Rafah, no sul de Gaza. Um balanço anterior havia relatado 16 mortos.
A ONU anunciou que quase 800 pessoas morreram desde o fim de maio ao tentarem obter ajuda humanitária em território palestino, sobretudo perto dos pontos de entrega da Fundação Humanitária de Gaza (GHF, na sigla em inglês), apoiada pelos Estados Unidos e por Israel.
Uma testemunha disse ter observado blindados israelenses na área de Al Maslaj, perto desta localidade.
"A situação continua sendo extremamente difícil na região: tiros intensos, bombardeios aéreos intermitentes, ataques de artilharia e a destruição com buldozeres dos campos de deslocados e de terrenos agrícolas ao sul, oeste e norte de Al Maslaj", declarou a testemunha, que pediu anonimato, à AFP.
Também anunciou que havia matado Fadl Abu al Ata, um líder da Jihad Islâmica em Chujaiya, a leste da Cidade de Gaza, bem como outro combatente do mesmo grupo armado palestino.
Segundo os militares israelenses, Fadl Abu al Ata havia coordenado "inúmeros ataques" contra as tropas de Israel e participou do ataque de 7 de outubro de 2023 em seu território que deu início à guerra.
Com as restrições de Israel à presença da imprensa em Gaza e as dificuldades de acesso, a AFP não consegue verificar de forma independente o número de vítimas, nem as afirmações das partes em conflito.

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