Presidente dos Estados Unidos, Donald TrumpAFP
Em comunicado, o senador Ron Wyden, membro do Comitê Financeiro, acusou Trump de "sacrificar a economia" para ganhos pessoais.
Wyden disse ainda que a ofensiva tarifária do presidente americano é "ilegal". Ele afirmou trabalhar com procuradores estaduais para questionar a autoridade de Trump no comércio, além de atuar com outros senadores para "recuperar nosso papel constitucional" no tema.
A senadora Jeanne Shaheen, do Comitê de Relações Exteriores, argumentou que a tarifa ao Brasil "faz pouco sentido", uma vez que os norte- americanos mantém superávit comercial com o País. Para ela, a decisão apenas eleva as incertezas para empresas e exportadores.
O senador Tim Kaine, que concorreu à vice-presidência na chapa da candidata Hillary Clinton em 2016, traçou paralelos entre o caso de Bolsonaro e o processo contra Trump pela invasão do Capitólio em 2016. Para ele, a taxação indica que "lamentos políticos perturbados" do republicano.
Na Câmara dos Representantes, a deputada Linda Sánchez chamou a sobretaxa aos brasileiros de "abuso de poder". Segundo ela, Trump deflagra uma guerra comercial para apoiar um aliado. "Isto não é apenas antidemocrático, mas também corrupto", disse.
Entre os republicanos, o senador Rand Paul, conhecido por posições mais libertárias, disse a repórteres que simpatiza com a situação de Bolsonaro, mas que a política comercial não é o fórum adequado para lidar com questões políticas. "Se isto for feito para os acontecimentos atuais de todos os países, levará ao caos", ressaltou, conforme relatado pelo The Hill.
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