O Ministério da Defesa anunciou em um comunicado o envio de unidades militares para as áreas afetadasSana/AFP
Segundo esta ONG, que possui uma vasta rede de informantes no país, 50 drusos morreram, incluindo 46 combatentes, duas mulheres e duas crianças. Também morreram 18 beduínos, 14 membros das forças de segurança e sete indivíduos não identificados.
O número anterior de mortos era de aproximadamente 50.
Israel, que já interveio na Síria nos últimos meses sob o pretexto de proteger os drusos, anunciou nesta segunda-feira (14) que atacou vários tanques das forças governamentais sírias na região, das quais alguns membros combatem ao lado dos beduínos, segundo o Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH).
Os confrontos continuaram nesta segunda-feira nos arredores da cidade predominantemente drusa de Sweida, que está sob controle de combatentes drusos, de acordo com o OSDH e o site de notícias local Suwayda 24.
Os confrontos entre comunidades evidenciam os enormes desafios enfrentados pelo governo interino liderado por Ahmad al Sharaa, que assumiu o poder após derrubar o regime de Bashar al-Assad em dezembro, depois de quase 14 anos de guerra civil.
O OSDH informou que a violência começou no domingo, um dia após o "sequestro de um vendedor de verduras druso por beduínos armados que instalaram barricadas na estrada que liga Sweida a Damasco".
"O incidente se agravou e os dois lados executaram outros sequestros", acrescentou a ONG.
O Suwayda 24 informou que os homens sequestrados foram libertados na noite de domingo.
O Ministério da Defesa, em coordenação com o Ministério do Interior, anunciou em um comunicado o envio de unidades militares para as áreas afetadas, a abertura de passagens seguras para os civis e expressou a vontade de "acabar de maneira rápida e determinada com os confrontos".
Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor.