Homem foi encaminhado ao hospital de Torrette, em Ancona, ItáliaReprodução / Google Street View

Um homem de 64 anos sobreviveu dois dias com uma flecha cravada na sua cabeça antes de fazer uma cirurgia de emergência em Ancona, Itália. Segundo a imprensa local, o objeto foi retirado do crânio do paciente após algumas horas de operação e ele permanece internado em estado grave.
Relatos apontam que ele chegou ao hospital de Torrette consciente, mas falando palavras sem sentido. A vítima teria sido atingida por uma besta, arma que consiste em um arco montado sobre uma haste, que tinha em sua casa. O neurocirurgião Maurizio Iacoangeli, que operou o homem, deu sua versão do caso.
"Meu jovem colaborador me liga: 'Professor, tem uma tomografia para ver'. E eu vejo essa flecha. Uma linha escura, reta, atravessando o crânio da testa à nuca. E, no entanto, o paciente chegou consciente, com os olhos abertos. Balbuciava palavras desconexas, mas falava. Dois dias sem comer nem beber, sozinho em casa. A flecha impedia até que ele girasse a cabeça", disse, em entrevista ao jornal "Corriere Dela Sera", publicada no último dia 5 de agosto.
Maurizio destacou que a flecha ficou a milímetros de ferir pontos vitais do cérebro e considerou um "milagre" o paciente não ter morrido. Ele também classificou o material da arma, feita de carbono, como decisivo para que os médicos a retirassem da melhor forma.
"Não criou artefatos na tomografia. Pudemos estudar tudo com clareza. Os vasos, as estruturas atravessadas, o trajeto. Assim pudemos planejar da melhor forma a cirurgia. Porque não é apenas retirá-la. É retirá-la sem provocar uma hemorragia maciça. A flecha funciona como um tampão. Se você a puxa, corre o risco de o buraco se abrir."
As autoridades não divulgaram o estado de saúde do homem e a identidade dele, mas afirmaram que estão o monitorando e aguardam sua recuperação para esclarecer como ele foi atingido e avaliar riscos de sequelas.