Antes mesmo da chegada de Milei a comício, já havia manifestantes protestando contra o presidenteAFP
Milei participou do ato de fechamento de campanha para o pleito legislativo de meio de mandato da província de Buenos Aires, que acontece no próximo domingo (7).
Antes disso, houve temor por parte das autoridades provinciais, como o governador de Buenos Aires, o opositor peronista Axel Kicillof, que indicou que o local escolhido não estava preparado para receber o evento.
“Responsabilidade Milei por qualquer ato de desordem ou violência que possa ocorrer”, anunciou Kicillof na rede social X antes do evento.
Há uma semana, Milei foi atacado com pedradas e precisou ser retirado de um ato partidário na periferia sul da capital argentina, no meio de uma caravana partidária que contou com um dispositivo policial inusualmente pequeno, segundo constatou a AFP.
O presidente argentino atravessa o pior momento em seus 21 meses de governo, em meio a denúncias de corrupção que atingiram sua irmã e secretária-geral da Presidência, Karina Milei.
Também sofre uma crise de confiança dos mercados financeiros que fez disparar a cotação do dólar, o que obrigou o governo a intervir no mercado na terça-feira através do Tesouro.
A popularidade de Milei será colocada à prova no domingo, nas eleições de Buenos Aires, e nas legislativas nacionais de 26 de outubro.
Nesse contexto, Milei chama de "operações difamatórias" a investigação da Justiça por supostos sobrepreços não fornecidos de medicamentos para a Agência Nacional de Deficiência (Andis).
Áudios atribuídos ao ex-titular da Andis, Diego Spagnuolo, demitido pelo governo quando o escândalo veio à tona, atribuem a Karina Milei a cobrança de 3% dos pagamentos desses.
A transmissão desses áudios e de outros da irmã do presidente sofreu um terremoto dentro do governo, que solicita à Justiça que investigue o assunto como um caso de "espionagem" na Casa Rosada.
Na segunda-feira, um juiz tentou cessar a difusão dos áudios de Karina Milei, uma medida condenada pela organização Repórteres Sem Fronteiras como "uma grave ameaça à liberdade de imprensa".

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