Imagem de Pedro Sánchez foi afetada pela denúncia contra Begoña GómezJavier Soriano/AFP
A funcionária Cristina Álvarez e Francisco Martín Aguirre — que supostamente a contratou enquanto trabalhava na Presidência e agora é delegado do Governo em Madri — foram chamados por Peinado para ouvir sua decisão.
A notícia chega um dia após um tribunal rejeitar o último recurso de David Sánchez, irmão do chefe de governo, que ficou a um passo de ser julgado por tráfico de influências após sua contratação por uma instituição pública no sudoeste da Espanha em 2017.
Indícios
O magistrado destacou que "a amizade pessoal anterior" de Gómez com Álvarez seria "a razão de sua nomeação para o cargo de máxima confiança (...) o que implicaria em desvio de recursos públicos em favor de interesses privados".
Peinado deu por encerrada a instrução e propôs que o caso vá a "julgamento perante o Tribunal do Júri", ou seja, um júri popular.
Além deste caso, o magistrado analisa desde abril de 2024 se Gómez se aproveitou do cargo de seu marido em seus negócios privados, no que poderiam configurar corrupção e tráfico de influência.
As investigações contra sua esposa e seu irmão foram iniciadas após denúncias de grupos ligados à extrema direita. "Neste ritmo, o sanchismo [o governo de Sánchez] vai precisar de um banco de réus maior do que a mesa do Conselho de Ministros. Renúncias já", escreveu nesta quarta-feira no X o secretário-geral do Partido Popular (PP), Miguel Tellado. A legenda pede quase diariamente a renúncia de Sánchez pelos casos judiciais que o cercam.

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